A altura do Rio Tietê e o índice de chuvas estão sendo monitorados por equipamentos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). A parceria com a Defesa Civil da cidade tem por objetivo evitar situações de calamidades, como as inundações enfrentadas pela população do município durante o temporal da última terça-feira. De acordo com o órgão, as equipes de monitoramento estão em trabalhos constantes em áreas de risco, a fim de checar indícios de problemas, principalmente onde possa haver possibilidade de deslizamentos. Atualmente, Suzano conta com 15 áreas de riscos e 28 pontos críticos, sendo 15 localidades apresentando a possibilidade de deslizamentos e 13 de alagamentos. As duas principais áreas de risco, atingidas pelas enchentes desta semana, são o Jardim Belém e o Jardim Miriam. Os agentes da Defesa Civil estão focados nesses bairros. Pelo menos 184 famílias, aproximadamente 593 pessoas, foram cadastradas para receber kit de auxílio, também disponibilizados pela Defesa Civil. O Fundo Social de Solidariedade estará à disposição para complementar as doações, caso falte materiais para alguma família. De acordo com a administração municipal, não há pessoas desabrigadas ou desalojadas em razão das chuvas. Todas as famílias retornaram às residências após o recuo das águas que tomaram as casas durante o temporal. A cidade também não registrou mortes, deslizamentos ou quedas de árvore. Tanto a Defesa Civil, como a Secretaria de Segurança Cidadã, orientam a população por meio do telefone 4746-2344. Qualquer ocorrência, proveniente de chuvas ou não, devem ser comunicadas. O atendimento acontece 24 horas. Com o acionamento, serão enviadas equipes técnicas ao local para atender às necessidades. Na Rua Santa Rosa, no Jardim Belém, os moradores receberam caminhões do Executivo a fim de descartar os móveis danificados pela enchente. O autônomo José Alves Ferreira perdeu dois guarda-roupas, alimentos, camas, colchões e sofá. "O medo agora é sempre. Esta foi a primeira vez que a água invadiu minha casa em 24 anos. A cidade teve diversos pontos de alagamentos. É difícil a municipalidade conseguir atender todo mundo na mesma hora diante desse desastre. Meu prejuízo, assim como de outras pessoas, foi alto". Na residência, Ferreira aponta a marca d'água na parede, cerca de 60 centímetros de altura. Portas, eletrodomésticos, móveis, pintura da casa e o carro foram danificados.