quarta-feira 30 de setembro de 2026 Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler Jornal Assine
Jornal Diário de Suzano
Envie seu vídeo (11) 4745-6900
Cidades

Estudo analisa qualidade da água de 26 rios; 10 são ruins ou péssimos

23 março 2017 - 08h00 Por Gabriely Machado
Estudo analisa qualidade da água de 26 rios; 10 são ruins ou péssimos

Um estudo realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica analisou a qualidade da água de 26 rios da região. A pesquisa foi divulgada ontem, data em que é comemorado o Dia Mundial da Água. Dos analisados, quatro apresentaram melhora, um registrou uma pior qualidade da água e os outros mantiveram o mesmo padrão do ano passado. Além disso, dez deles foram considerados com o Índice de Qualidade da Água (IQA) ruim ou péssimo. Em Suzano, três rios foram avaliados. O Taiaçupeba, que estava com qualidade ruim no ano passado e passou para regular, em 2017; o Guaió, que nos dois anos recebeu qualificação ruim e o Tietê, que em 2016 e 2017 recebeu qualificação regular. Entre outras cidades analisadas no Alto Tietê: Arujá teve seis rios ou córregos avaliados, sendo dois deles com qualidade ruim (Córrego e o Rio Caputera). Em Biritiba Mirim, somente o Rio Tietê foi analisado. A SOS Mata Atlântica indica a qualidade da água como boa. Em Ferraz de Vasconcelos cinco análises foram feitas, sendo que o Córrego Tijima apresentou qualidade péssima e os Itaim e do Meinho, ruim. A pesquisa analisou três cursos d’água em Itaquá, sendo que o Tietê apresentou qualidade regular e o Córrego Três Pontes (na divisa com Itaim Paulista), qualidade ruim. Mogi das Cruzes contou com seis análises, sendo que o Tietê apresentou IQA regular e quatro tiveram análises ruins, entre eles o Ribeirão Ipiranga e o Córrego Vila da Prata. Já em Salesópolis foram duas análises: o Rio Tietê teve IQA bom e o Rio Paraitinga, qualidade regular. PESQUISA O levantamento foi realizado em 73 municípios. Os dados foram obtidos por meio de coletas e análises mensais de água realizadas por 194 grupos de voluntários do programa “Observando os Rios”. “A principal causa da poluição dos rios monitorados é o despejo de esgoto doméstico junto a outras fontes difusas de contaminação, que incluem a gestão inadequada dos resíduos sólidos, o uso de defensivos e insumos agrícolas, o desmatamento e o uso desordenado do solo”, afirma Malu Ribeiro, especialista em Recursos Hídricos da Fundação SOS Mata Atlântica. De acordo com ela, a qualidade regular em 70% dos pontos é um grave alerta.

Leia Também