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Cidades

150 professores estaduais aderem à greve no 1º dia, diz sindicato

29 março 2017 - 08h01 Por Gabriely Machado

Pelo menos 150 professores aderiram à greve nas escolas estaduais de Suzano. O balanço é referente até às 16 horas de ontem. As informações são do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). A ação é feita porque a categoria é contra a Reforma da Previdência. Ao contrário do sindicato, a Secretaria do Estado da Educação afirmou que não há registro de escolas sem aulas na região. O órgão ainda ressaltou que se houver conteúdo perdido por alunos devido à ausência de docentes, ele será reposto e faltas não justificadas pelos profissionais serão descontadas. O DS percorreu quatro escolas do Centro e constatou que pequeno número de professores já haviam aderido à greve. Além disso, muitas unidades ainda faziam reunião com a categoria para definir se paralisariam ou não. Os professores devem ficar fora das atividades por tempo indeterminado. Além da paralisação, a Apeoesp de Suzano iniciou ontem a "Consulta Popular" na Praça dos Expedicionários. O ato que é feito por todas as Diretorias de Ensino do Estado e do País, teve por objetivo arrecadar assinaturas dos suzanenses que são contra ou a favor da Reforma da Previdência. Além disso, enfatizar aos jovens da dificuldade da aposentadoria se o que o governo prevalecer com a proposta. Por volta das 10 horas, a mesa de assinaturas e da urna, onde era colocado o voto da população começou a ser montada pela Apeoesp e professores da rede estadual. Nela, havia cartazes comunicando "Professores em luta pelo direito de todos se aposentarem" e "Contra a Reforma". Para reforçar o voto contra, a categoria distribuiu papéis comunicativos, que explicavam a dificuldade ter a aposentadoria no futuro. Ao todo, três mil papéis foram confeccionados. Nos primeiros 10 minutos, mais de 20 pessoas já haviam votado contra a Reforma da Previdência. Além disso, filas se formavam na mesa para fazer a escolha e assinar o documento. De acordo com a coordenadora da subsede e diretora estadual, Ana Lúcia Ferreira, a ação continuará hoje, a partir das 6 horas, próximo a estação de Suzano. "Já conseguimos muitas assinaturas e vamos seguir recolhendo votos para derrubarmos essa reforma. Sou aposentada, mas estou aqui pelo povo brasileiro, que não merece isso", enfatizou. Todas as assinaturas e os votos serão levados para a Apeoesp de São Paulo para depois serem enviados a Brasília. O 1º a votar e assinar a consulta foi o despachante José Ramos Gomes. Ele comentou que aos 71 anos ainda não conseguiu se aposentar. "Sou contra essa Reforma e a apoio todas as classes que estão dentro desse ato. Quero ter aposentadoria há 15 anos, mas até agora não consegui. Uma vergonha, pois, nós pobres, também sofremos com essa atitude do governo", lamentou. Já a comerciante Ivone Rodrigues também participou do ato e disse que não tem esperança de aposentar. "Passei aqui e vi essa ação, não tinha como deixar de lado. Penso no bem dos meus filhos e até mesmo dos meus futuros netos. O Brasil precisa acabar com essa palhaçada de querer acabar com o povo trabalhador", ressaltou. O professor estadual e conselheiro da Apeoesp, Rodrigo de Assis, apoiava a ação. Ele afirmou que todos devem lutar pelos seus direitos. "Com pequenas atitudes podemos mudar o País. O ato vai contra a Reforma da Previdência e não vamos descansar até que isso seja mudado", argumentou.

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