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Cidades

Transportadoras destinam 30% do orçamento para prevenir roubo

31 março 2017 - 08h00 Por Gabriely Machado
Transportadoras destinam 30% do orçamento para prevenir roubo

As empresas transportadoras de Suzano destinam até 30% do orçamento em ações para prevenir roubo de carga e patrimônio. Entre as medidas, estão investimentos em seguros, rastreadores tecnológicos e planejamento de rotas. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), a cidade registrou 53 assaltos em 2016. Em janeiro deste ano, cinco roubos de carga aconteceram; e em fevereiro houve nove registros em Suzano. No final de fevereiro a comandante, tenente-coronel Mônica Puliti Dias Ferreira, do Comando de Policiamento de Área Metropolitana (CPAM-12), afirmou que o roubo de cargo é uma das principais preocupações na região. "É o crime que mais aumentou em toda a Região Metropolitana", havia afirmado. A preocupação afeta as empresas que trabalham transportando carga. O gerente operacional de uma transportadora no Jardim Nazareth, Everton Tovani, de 32 anos, conta que mesmo a carga que transporta não sendo visada para roubo, medidas de segurança são tomadas. "Transportamos materiais diversos, principalmente produtos químicos. Não é visado esse tipo de produto porque é para tratamento de água. Mas temos seguro da carga e do veículo. Temos rastreadores", contou. Tovani diz que compensa investir nessas medidas. "Cerca de 30% orçamento é investido nessa segurança. Também é feito um trabalho operacional. Eu estipulo horários, rotas e precauções, como o horário de parar o veículo e locais, como não parar em pontos desertos. Essas medidas inibem bastante casos de roubo. Dentro de três anos não tivemos assaltos". Leandro dos Santos, de 32 anos, é supervisor geral de uma transportadora situada na Rodovia Índio-Tibiriçá (SP-31), em Suzano. Ele conta que a empresa transporta papelão, que não possui valor comercial, porém, que as medidas de segurança são tomadas mesmo assim. "Na verdade, a gente zela o patrimônio. Medidas são usar cercas eletrônicas, fazer um planejamento de risco, doutrinar os motoristas a parar nos pontos obrigatórios, não em qualquer lugar. Porque nos preocupamos não só para com a segurança do equipamento, mas também do motorista", explicou. A empresa possui seguros, rastreador de contingência e realiza um planejamento. "É uma questão de horário, depois das 19 horas a gente já considera lugares como Miguel Badra, Itaquá, o Rodoanel Norte, locais pesados para roubo, procuramos evitar esses acessos. Cerca de 20% a 30% é investido do orçamento", afirma Santos. A cooperativa na Vila Maria de Maggi também destina 30% do orçamento na segurança. É o que conta o presidente Pedro Fernandes, de 60 anos. "Transportamos lustres e fios. É uma carga visada. Hoje, nós trabalhamos com rastreamento, que é para, infelizmente, evitar alguma coisa. Ajuda um pouco, intimida. O roubo costuma acontecer durante o descarregamento da carga, por isso temos um ajudante apenas para acompanhar o motorista e não deixar o veículo sozinho. Já tivemos muitos roubos nos nossos veículos. Hoje, depende do tipo de carga, a gente não transporta. Já faz dois anos que não tivemos assaltos, mas a precaução é diária".

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