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Cidades

Paralisação afeta 30% das escolas e atinge cerca de 1,2 mil funcionários

01 abril 2017 - 08h01 Por Gabriely Machado

Uma paralisação, realizada ontem contra a Reforma da Previdência e da Terceirização, atingiu 30% das escolas municipais e estaduais e teve adesão 1,2 mil funcionários. Nas escolas municipais, 40% foram atingidas junto com 700 funcionários. Já no Estado foram cinco unidades e 500 professores. O DS percorreu algumas unidades municipais e constatou que três estavam fechadas. Entre elas estão: a Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental (Emeif) Alice Setuko Honda Miyake, situada no bairro Vila Sol Nascente; a Emeif Professor Oscar de Almeida Redondo, na Vila Urupês; e a Escola Municipal de Ensino Infantil (Emei) Darcy Correa Gonçalves , localizada na Vila Mazza. Atualmente, Suzano tem 85 unidades municipais, com 3 mil funcionários, sendo que destes 1,5 mil são professores. A Secretaria de Educação informou, em nota, que "não apoiou e nem condenou a atitude dos professores". Disse também que ontem foi considerado um dia letivo normal. "Todos os funcionário da pasta foram orientados a se responsabilizar individualmente por sua decisão de aderir à paralisação (cada caso será analisado individualmente, como faltas abonadas, etc...)". Segundo a pasta, os supervisores e diretores das unidades de ensino conversaram com os funcionários que tinham a intenção de participar da paralisação e orientaram os pais dos alunos destas unidades. A secretaria esclareceu ainda "que não haverá prejuízo para os alunos; as aulas não dadas devem ser repostas, conforme avaliação das equipes pedagógicas, para garantir a qualidade de ensino". Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), cinco das 47 escolas estaduais aderiram à greve dos professores. Entre elas estão a Euclides Igesca, situada no bairro Vila Fátima, e a Professora Benedita de Campos Marcolongo, no Jardim Vitória. A Diretoria de Ensino ainda afirmou que cerca de 500 professores não trabalharam, o que representa 25% do número de professores da rede estadual existente no município, sendo de aproximadamente 2 mil. A empresária e mãe de uma aluna, Tatiana Saguini, falou que os professores estão no direito de reivindicar pela melhoria da classe. "Esses dias tive que buscar minha filha porque ela se machucou em uma aula vaga. Não sabia que os professores não estavam indo mais. Apoio a paralisação deles, ainda mais porque serve para toda a população do País", completou.

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