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Cidades

Remédios aumentam 4,76% a partir de hoje nas farmácias de Suzano

01 abril 2017 - 08h01 Por Gabriely Machado

Os preços de medicamentos de todo o País aumentaram em até 4,76%. Em Suzano, farmácias começam a repassar o valor hoje aos clientes. O período para adaptação do reajuste pode se estender em até dois meses. Os pacientes que fazem uso contínuo de determinados remédios deverão sentir a diferença. Os genéricos, que apresentam maior concorrência laboratorial, serão os mais afetados. Na Drogaria São Paulo, os novos valores começam a vigorar a partir de hoje. De acordo com a farmacêutica Lívia Botelho, os clientes foram aconselhados a comprar antes do aumento. "Temos avisado o pessoal que faz uso contínuo de remédio para levar mais caixas, a fim de deixar a situação viável. Acredito que a concorrência laboratorial entre os fabricantes de medicamento genéricos será a mais afetada neste aumento de preços". Esta drogaria conta com a Farmácia Popular. O programa é uma alternativa para aqueles que dependem de remédios contínuos. "Conseguimos descontos de até 100% para medicamentos contra pressão alta e diabetes. A conduta médica também pode gerar bons descontos. Os pacientes devem solicitar outras opções de remédios semelhantes, para assim evitar o sacrifício nas dívidas", pontua Lívia. Na Droga Campeã, o gerente farmacêutico José Antônio de Sousa Alves afirma que o aumento será repassado em 20 dias. "Os remédios de referência deverão ficar ainda mais caros, nos genéricos temos uma margem de desconto maior. O movimento no comércio não deve cair por isso, porque, infelizmente, o medicamento é um consumo necessário". A professora Valéria Coppola sofre com doenças crônicas na coluna e chega a gastar R$ 350 na farmácia todo mês. "Meus casos são complicados, então sempre compro os medicamentos indicados pelo médico, os genéricos não resolvem. Realizei um cadastro diretamente com o laboratório, assim consigo descontos especiais. Não costumo fazer pesquisas de preço por isso". A vendedora Silvana de Oliveira Silva acha que o aumento de 4,76% é razoável. "Chegamos a taxas de aumento elevadíssimas nos últimos anos. Não aprovo o aumento, ainda mais pelo desemprego da população. Sempre pesquisei os melhores preços, agora vou procurar ainda mais. Hoje (ontem) estou levando R$ 60 em remédios para tratar a rinite alérgica. Já procurei comprar na Farmácia Popular, mas muitos medicamentos que preciso não tem ou o desconto é pouco e não compensa". O aumento no preço dos medicamentos foi autorizado pelo governo. A Resolução determinada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) prevê o crescimento de 1,36% a 4,76% nos valores dos 19 mil remédios disponíveis. O reajuste considera o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre março de 2016 a fevereiro de2017.

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