Levar Suzano ao patamares onde já esteve e a posições inéditas fazem parte dos anseios do prefeito, Rodrigo Ashiuchi (PR), para os próximos anos. Trabalhar pela melhoria de todos os setores, além de retomar obras, resgatar parcerias e a autoestima do suzanense estão entre os desejos do político para o 68º aniversário de emancipação político-administrativa do município. Em entrevista especial para o DS, o republicano deixa o agradecimento à população por acreditar no trabalho proposto pela gestão municipal e adianta que "somente com união poderemos fazer a diferença, para que Suzano seja novamente referência no Alto Tietê. O maior bem da cidade é sua população e estamos aqui para trabalhar para esta população".
Diário de Suzano: Prefeito, Suzano faz 68 anos de emancipação político-administrativa. Há motivos para comemorar a data?
Rodrigo Ashiuchi: Os últimos quatro anos foram desastrosos, mas são 68 anos de muita luta, desafios vencidos, algumas batalhas perdidas, mas temos motivos para comemorar a reconstrução da cidade. Suzano está longe de estar perfeita, mas muita coisa foi feita nestes quase 100 primeiros dias da atual gestão, a cidade voltou a andar para frente e tenho certeza que o orgulho de Suzano está voltando.
DS: O senhor está há quase três meses à frente da Prefeitura. É possível enumerar as conquistas até agora?
Ashiuchi: Voltamos com o atendimento ortopédico e Pronto Atendimento da Mulher (PAM) na Santa Casa 24 horas, reestruturamos algumas UBS's, temos parcerias com a Faculdade Piaget - só em fevereiro atendemos juntos mais de 250 pessoas na clínica de Fisioterapia, temos mais médicos no postos e na própria Santa Casa, além da reforma do Pronto-Socorro (PS) Municipal. O atendimento está longe do perfeito, mas trabalhamos para dar mais qualidade. Há muitos anos não se inaugurava escolas em Suzano, já entregamos uma e vamos inaugurar outra, ainda trabalhamos para construir quatro novas escolas e entregaremos cinco ônibus. Na segurança, além das ações em vários pontos da cidade, vamos inaugurar um novo posto da GCM no Parque Municipal Max Feffer e vamos trabalhar para contratar mais GCM's por concurso público. Estamos conversando com indústrias da cidade para que elas tragam mais atividades. Também vamos inaugurar a sede do 2º Conselho Tutelar. Na área de manutenção, já fechamos mais de 2 mil buracos e com a licitação aprovada pelo Tribunal de Contas, acredito que ainda em abril vamos começar a maior Operação Tapa-Buraco que a cidade já teve. Há também a revitalização do Max Feffer, que será o palco para as comemorações do aniversário da cidade. As conquistas são muitas, mas ainda temos muito a fazer.
DS: O senhor anunciou uma dívida de cerca de R$ 250 milhões quando assumiu a Prefeitura. É possível ver algum avanço em relação à situação financeira da cidade?
Ashiuchi: Sim, nós já cortamos gastos, baixamos em média 10% os valores dos contratos depois da revisão dos mesmos, cortamos horas extras (para se ter uma ideia, no ano passado eram gastos por mês cerca de 1 milhão de reais em horas extras, e agora está na faixa de R$ 230 a R$ 240 mil reais), diminuímos as gratificações, estamos aumentando a arrecadação sem aumentar impostos - apenas regularizando as dívidas antigas.
DS: O senhor pediu apoio à Secretaria de Turismo do Estado sobre a implementação que Suzano seja de "interesse turístico". Qual a vantagem para a cidade? Está confiante com essa possibilidade?
Ashiuchi: É preciso pensar a cidade como um todo, Suzano não é apenas uma cidade industrial, também tem vocação em serviços e até mesmo na área turística. Se Suzano for classificado como "Município de Interesse Turístico", o município ganha uma verba anual de R$ 600 mil reais que pode ser investido no Turismo, gerando emprego e oportunidades. Há possibilidades na gastronomia, turismo rural e religioso, por exemplo. É preciso deixar a cidade atrativa para quem quiser conhecê-la.
DS: Em relação à zeladoria da cidade quais são as principais ações até agora?
Ashiuchi: Ainda não beneficiamos a cidade toda, mas estamos com ações intensificadas em vários bairros, retirando entulho, cortando mato e revitalizando espaços públicos. Em abril (neste mês) deveremos abrir uma frente de trabalho em parceria com a Secretaria Administração Penitenciária (SAP), para dar oportunidade às pessoas em regime semi-aberto.
DS: O TCE havia barrado a licitação da Operação Tapa-Buracos. E depois liberou. Quando o senhor acredita que as obras terão início na cidade?
Ashiuchi: Com a liberação desta importante licitação, devemos fazer o certame no começo de abril (deste mês) para que os serviços comecem antes de maio, em parceria com as equipes da Prefeitura que já realizam os serviços emergenciais com recursos próprios.
DS: Como está o relacionamento do Executivo com a Câmara. O Poder Legislativo tem sido um importante parceiro?
Ashiuchi: A relação está ótima, independentemente de partido, religião ou time de futebol, todos estão trabalhando de maneira focada em prol do município e desta forma teremos uma cidade melhor.
DS: Como está a situação da Santa Casa? Acredita que vai conseguir reduzir a dívida e garantir o bom funcionamento da unidade?
Ashiuchi: Há uma grande força-tarefa trabalhando pela recuperação da Santa Casa; além da intervenção, há uma equipe gestora e um conselho fiscal formado pela sociedade civil. Além disso, há melhorias que já são realidade: o setor Ortopédico e o PAM 24 horas na Santa Casa, a reforma do Pronto-Socorro, a contratação de 100 médicos na unidade. O reflexo disso foi o aumento na procura pela Santa Casa em 34%. Uma das dívidas do hospital era de R$ 700 mil e a mesma foi sanada para que o hospital tenha acesso a dois convênios, com um aporte de R$ 13 a R$ 14 milhões de reais por ano; um recurso extremamente importante para a unidade.
DS: Como está a questão dos uniformes. Quando será possível entregá-los aos estudantes?
Ashiuchi: Infelizmente o orçamento aprovado pela gestão anterior não tinha previsão para a aquisição dos uniformes. Esse ano estamos fazendo todo o possível para entregar não só o kit escolar, mas também reformular a entrega do uniforme. Infelizmente nos deixaram um orçamento insuficiente, mas estamos nos esforçando pra melhorar ainda mais os serviços prestados na pasta, como a merenda e o transporte escolar, sempre de mãos dadas com os funcionários da Educação
DS: Qual a previsão de entrega de novas escolas?
Ashiuchi: O município tem um déficit muito grande na educação infantil. Além de duas creches entregues, estamos começando as atividades com mais cinco entidades conveniadas, e assim diminuindo este déficit. Com estas ações já geramos mais de mil vagas; ainda não é o suficiente para zerar o déficit, mas estamos trabalhando para isso. Nosso secretário de Educação, Nazih Franciss, esteve em Brasília em busca de recursos e em breve teremos novidades nessa área.
DS: Quais os principais projetos para a Saúde? O senhor pretende levar adiante o projeto de entrega de remédios à domicílio, como fizeram outras cidades?
Ashiuchi: Recebemos da gestão anterior uma cesta de medicamentos com menos de 15% do que as UBS's precisam. Hoje, já conseguimos alcançar mais de 70% e em breve vamos avançar para entregar os itens que restam. É um processo feito com responsabilidade, pé no chão, de forma gradativa, para oferecer um serviço de qualidade à população.
DS: Qual a mensagem que deixa para os suzanenses no aniversário da cidade?
Ashiuchi: Temos muito a fazer pela cidade já que muita coisa ficou destruída nos últimos anos. Temos agora um governo que a ama a cidade, que olha para frente e que está resgatando não apenas obras que estavam paradas, mas também o orgulho, a autoestima do suzanense. Deixo aqui uma mensagem de agradecimento a todos; somente com união poderemos fazer a diferença, para que Suzano seja novamente referência no Alto Tietê. O maior bem da cidade é sua população e estamos aqui para trabalhar para esta população.