Os sindicatos de Suzano e da região confirmaram presença na Greve Geral, marcada para o dia 28 de abril, em São Paulo, contra as reformas do governo de Michel Temer (PMDB). Entre eles estão o dos Rodoviários de Mogi e Região, que pretende paralisar no dia mais de 800 ônibus e 25 mil funcionários do transporte público no Alto Tietê. Além disso, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) de Suzano afirmou que buscará ir com força máxima, dos cerca de 2 mil professores da rede estadual. O Sindicato dos Servidores Públicos da cidade ressaltou que também convocará os 5 mil trabalhadores públicos. A aprovação e sanção da lei da terceirização fez com que as centrais sindicais decidissem em reunião conjunta convocarem uma Greve Geral. Este é o segundo ato deste tipo que pode ser realizado na região. O primeiro aconteceu no mês passado. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Suzano, Claudio Aparecido dos Santos, o Ted, disse que apóia a greve. "Vamos convocar os cinco mil servidores. Se todos quiserem e tem por obrigação, vamos lutar juntos contra as reformas. Conto com a presença de todos servidores de todos os seguimentos. Ato contra a reforma vai pegar só o pessoal da iniciativa privada por enquanto, mas tenho família, onde nem todos são servidores públicos, então precisamos participar, para que não percam sua aposentadoria", explicou. De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Mogi das Cruzes e Região, Felix Barros, durante este mês, ele fará reuniões com a categoria para organizar e unir forças à ação. "Esperamos que o presidente da República (Michel Temer - PMDB) volte atrás e tenha consciência. Caso não, já estamos nos organizando e unindo forças com até mesmo Sindicato do Aposentado para ir contra a reforma. Isso porque vai acabar com a minha geração, dos meus filhos, netos e assim por diante. Do meu sindicato pode-se esperar mais do que a última paralisação", argumentou. Já a diretora estadual da Apeoesp e coordenadora da subsede de Suzano, Ana Lúcia Ferreira, comentou que lutarão pelos direitos de toda a população. "Queremos derrotar o Temer, pois não vamos ficar sem aposentadoria, sem férias, 13º salário, entre outros. Ele está matando todos trabalhadores. Temos que reagir", completou.