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Cidades

Enchente afeta pelo menos 15 famílias do Jardim Restinga

08 abril 2017 - 08h01 Por Gabriely Machado

Cerca de 15 famílias da Rua Avelino Mariano Pena, no Jardim Restinga, no Distrito de Palmeiras, foram afetadas com o transbordamento de um rio, que passa pela localidade. A água chegou a um metro de altura após as chuvas da noite da última quinta-feira. A maioria das famílias perdeu móveis e eletrodomésticos, além de roupas e alimentos. Uma mulher também ficou ilhada na própria casa. As cheias do rio que passa pela rua é comum aos habitantes da região, porém desta vez a água veio com força e tomou pelo menos 15 residências de um pequeno conjunto de casas. A dona de casa Priscila Kelly da Costa se desfez de geladeira, colchão e comida. "Aqui moram três crianças e meu marido. Não sei o que vamos fazer porque nem água potável nós temos, o barro sujou nosso poço. Moro aqui há dois anos e esta é a primeira vez que vejo isto acontecer". A situação é semelhante na casa de Andreia Leite, que vive com o marido e quatro crianças. "Levantei tudo o que consegui, estou muito desanimada. Não tenho nem o que falar. Pude salvar colchões apenas. Na hora da enchente, estava todo mundo em casa, às 8 horas desta manhã (ontem) a água invadiu tudo. Ninguém conseguiu dormir porque ficamos na apreensão, é desesperador não poder fazer nada", conta. Márcia Leite Bruno também é moradora do conjunto. Ela relata que o nível do rio começou a subir às 22 horas de quinta-feira. "Às 4 horas (de ontem) já não dava para ficar em casa, a água era muito alta. Só peguei os documentos e deixei tudo para trás. Tem um senhor que sofre com derrame e mora sozinho, conseguimos tirar ele da casa a tempo. Ele caiu na água. Foi difícil". A dona de casa ainda conta que a tia, Marlene Leite, está ilhada na própria casa que fica a uma altura superior às demais. Outra vítima foi a família de Claudiene Aparecida de Paulo. "A água estava com um metro dentro de casa, agora é só barro. Não temos mais nada, hoje (ontem) não sei onde vamos dormir. Estamos comendo na casa dos outros. Meu marido está perdendo dia trabalho por conta desta situação". DEFESA CIVIL Os moradores relataram que tentaram contatar à Defesa Civil, porém a ligação não foi completada. O órgão de Suzano afirmou ontem, em nota, que esteve prontamente nas residências atingidas no bairro. Há informações também de que o alagamento não se deu pelas chuvas em Suzano e sim na região do ABC Paulista, na qual elevou o nível dos córregos em mais de 1,5 metro. “A Defesa Civil e assistentes sociais ainda deverão acompanhar os trabalhos de rescaldo e prestar assistência necessária às famílias mais prejudicadas”, explicou a Defesa Civil.

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