O Sindicato Central do Brasil afirmou que 2,5 mil funcionários das linhas 11- Coral e 12- Safira da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que circulam pela região, podem parar a partir da próxima terça-feira. Os ferroviários declaram estado de greve desde o último dia 31, quando a empresa deixou de pagá-los o Programa de Participação e Resultados (PPR). O valor é de R$ 4.241. Porém, foi pago apenas a metade da quantia. A categoria assinou contrato com a empresa no ano passado, onde dizia que deveriam pagar em parcela única. Além disso, o sindicato ressaltou que deve suspender as atividades na Greve Geral, dia 28, por 24 horas. Uma média de 200 mil passageiros que circulam pela Linha 11- Coral diariamente, entre Guaianases e Estudantes, seriam prejudicados em ambas as situações. Diante inúmeras reuniões realizadas após o período do não pagamento, o sindicato decidiu fazer mais uma Assembléia na segunda-feira, às 11 horas, um dia antes da paralisação. Isso porque caso sejam ressarcidos ou a empresa coloque alguma proposta, cancelarão a suspensão dos serviços, que poderá acontecer a partir da meia noite do dia 11, durante tempo indeterminado. De acordo com o presidente da Central do Brasil, Leonildo Bittencourt Canabrava, o Canabrava, muitos empregados estavam contando com o dinheiro no dia que estava previsto no contrato. "A empresa está caloteando. Tínhamos um contrato assinado, entre as duas partes, para pagamento PPR 2016 e no dia só depositaram metade. Além disso, não deram nenhuma explicação e muitos funcionários contavam com o dinheiro para ajudar no orçamento de casa", argumentou. Confirmada a paralisação, atingirá 8 mil empregados da CPTM. Canabrava também disse que na Greve Geral, marcada para o dia 28, tudo levar a crer que os funcionários também paralisação as atividades. "Queremos ir para a rua reivindicar nossos direitos, que são iguais a de todos os brasileiros. Além disso, vamos pedir maior salário. Não vejo que irá prejudicar os passageiros de trem. Isso porque estaremos lutando pelo melhor do País. Vamos ficar 24 horas paralisados caso aconteça. Mas, primeiro vamos decidir em assembleia, que está marcada no dia 25. Na ocasião, decidiremos sobre a deliberação para a participação da Greve Geral", completou. CPTM A CPTM informou que assinou o Acordo Coletivo do PPR de 2016, com os quatro sindicatos que representam a categoria. “A meta inicial era pagar integralmente o valor aferido do programa em março. No entanto, diante da crise econômica pela qual passa o País, e não é diferente na CPTM, que procurou adequar os recursos financeiros que dispõe de modo a não comprometer seu fluxo de caixa”. Como não havia condições financeiras suficientes para efetuar o pagamento em uma única parcela, a companhia depositou 50% do valor apurado no dia 31 de março e informou seus empregados que o restante será depositado em junho. “A CPTM apela ao bom senso para que a categoria não declare uma paralisação que irá prejudicar diretamente a população”, informou em nota.