Aproximadamente 29,8 mil trabalhadores de Suzano e região podem ser afetados, no Alto Tietê, pela nova lei da terceirização, sancionada pelo Palácio do Planalto. De acordo com os Sindicatos dos Papeleiros, Metalúrgicos, Químicos e Construção Civil, a medida precariza a mão de obra e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados e após passar pelo Senado seguiu para sanção do presidente Michel Temer (PMDB). O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Suzano, Pedro Benites, explica que é extremamente contra a terceirização, uma vez que ela traz a precarização da CLT. "As empresas vão demitir os funcionários contratados por meio da CLT para fazer contratações de terceirizados, o que acarreta em menos benefícios como menor salário, perda da participação nos lucros (PRL), convênio médico e até mesmo qualidade do uniforme", alerta. Hoje, cerca de 3,8 mil trabalhadores estão contratados em fábricas metalúrgicas de Suzano. "Todos eles sofrem o risco de serem demitidos ou perder direitos caso essa lei seja aprovada", completa Benites. O Sindicato acompanha as ações e determinações da central e faz parte do abaixo assinado que será entregue ao senador Paulo Paim (PT). "Acreditamos que ele seja o único ao lado dos trabalhadores. Vemos que se hoje chegou a esse patamar de ter o Congresso e o Presidente contra os trabalhadores, nós precisamos nos mexer e pensar em votar, nas próximas eleições, em um político que esteja ao nosso lado", argumenta. Para o vice-presidente do Sindicato dos Químicos de Suzano, Reginaldo Francisco, que também é contrário ao projeto, além de trazer demissões para gerar contratações mais baratas, a lei é enganosa. "Os senadores dizem que com este projeto teremos a abertura de mais postos de emprego. Sabemos que isso não vai acontecer, uma vez que para termos mais contratações precisamos aquecer a economia", completa. O setor iniciou as mobilizações contra a Lei há duas semanas e em 28 de abril se juntou à "grande mobilização nacional contra as reformas trabalhista e previdenciária". O Sindicato dos Químicos de Suzano atende também Mogi das Cruzes, Santa Isabel, Ferraz de Vasconcelos, Arujá e Poá, e é responsável por aproximadamente 13 mil trabalhadores. "Todos eles correm risco de serem demitidos", afirma.