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Cidades

Ganhadora de sorteio se emociona com prêmio do DS

29 abril 2017 - 08h00 Por Gabriely Machado
Ganhadora de sorteio se emociona com prêmio do DS

A aposentada Débora da Silva Pereira é uma das quatro vencedoras do sorteio que deu pares de ingressos para o parque Magic City, realizado no Facebook do DS. A mulher, que se recupera da depressão, ficou emocionada ao receber o prêmio e acredita que o dia de lazer será de extrema importância para a reabilitação. Na noite da última quarta-feira, Débora se surpreendeu com a notícia de que receberia o par de ingressos para o Magic City. Esta será a primeira visita da aposentada ao parque. Ela pretende passar o dia especial na companhia do filho Gabriel, de 11 anos. "Nunca recebi nenhum prêmio por sorteio. Abri o Facebook e visualizei o meu perfil no post, fiquei emocionada até chorei. Acordei meu filho que estava dormindo. Ele ficou muito feliz. Agora vamos ficar de olho na previsão do tempo e, assim que estiver sol, vamos ao passeio". Este não será apenas um dia de lazer, para Débora o prêmio significa muito. "Meu filho já teve a oportunidade de ir ao parque por meio de projetos sociais, mas nunca foi comigo por conta da situação financeira. Será incrível porque venho de um quadro de depressão profunda e esta foi a melhor notícia da semana". A relação da aposentada com o DS se iniciou em 2000, quando o pai dela começou a assinar o jornal. "O DS sempre esteve presente na família. Após a morte de meu pai, acabamos por cancelar a assinatura. (Quando o pai era assinante) foi um período muito bom porque pudemos usar os recursos médicos através dos convênios cedidos. Esses dias ao receber o jornal por engano, foi tocante recordar lembranças dos bons momentos que tivemos com meu pai". DIFICULDADES A aposentada, de 40 anos, recentemente perdeu parte da visão por um problema na retina foi diagnosticado em 2011. Com apenas 20% da vista direita, Débora atualmente se dedica à página "O Diário de uma cunhada" no Facebook. "É um espaço destinada ao apoio às mulheres de presidiários. São textos e homenagens". A mulher ainda superou a paraplegia. "Tive uma lesão na coluna que se tornou um problema crônico e passei a usar muletas por 10 anos. Em 2012 entrei no trem para trabalhar e saí sem andar. Cheguei a usar fraldas e não poder me mexer do pescoço para baixo, mas fui curada pela fé". Débora conta que foi durante uma pregação que voltou a andar. Hoje, ela parte da história de superação para evangelizar e ajudar as pessoas. "Faço parte da pastoral carcerária, já vi preso se tornar pastor. Cadeia não transforma ninguém, mas Jesus sim. Venho trazer mensagem de otimismo”.

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