quarta-feira 30 de setembro de 2026 Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler Jornal Assine
Jornal Diário de Suzano
Envie seu vídeo (11) 4745-6900
Cidades

Com 77% concluída, obra da Sabesp é obstáculo para motoristas

21 maio 2017 - 08h01 Por Gabriely Machado

As obras paralisadas dos quatros interceptores da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), na Avenida Major Pinheiro Fróes (SP-66), em Suzano, seguem sem data para conclusão e se tornaram obstáculos aos motoristas. Os vizinhos das obras relatam que todas as semanas são registrados acidentes na via por causa dos "elefantes brancos" deixados na pista pela empresa. A reportagem esteve no local e pode conferir de perto os problemas enfrentados pela população. O padeiro Carlos Costa confirma os prejuízos. "Esta obra atrapalha muito, principalmente, nos horários de pico, de manhã e a tarde, o trânsito fica carregado, são quilômetros de congestionamento", comenta. A projetista de mobiliário, Ivonete Oliveira concorda e completa que todas as semanas são registrados novos acidentes. "Os clientes da loja não conseguem estacionar na rua ao lado, porque o "buraco" está na esquina, quando eles tentam estacionar, precisam diminuir a velocidade e nesta hora acontecem os acidentes", explica. "Já bateram até no meu carro. Eu chegava à loja e para entrar na lateral reduzi a velocidade, nisto bateram na minha traseira. Acho que pela dificuldade muitos clientes desistem de entrar e se esta obra não tiver solução precisaremos nos mudar", revela. O comerciante Maykon Luciano da Cunha Silva acrescenta que quando os carros quebram perto a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE), na SP-66, os problemas aumentam. "No horário de pico o trânsito fica pesado. Se um carro quebra aí a situação piora, pois não há retorno e o motorista precisa atravessar a rua para tentar resolver o problema. Com isso, o trânsito que já é ruim, piora", detalha. O desempregado, Júlio César, que mora ao lado da obra, confirma o volume de acidentes. "Na última semana, aconteceram três acidentes. Essa obra tem atrapalhado muito, temos o problema do mau cheiro de esgoto e tememos a dengue, pois a água está a céu aberto", completa. HISTÓRICO Os interceptores de esgotos (Iti-16) ou coletores-troncos, como são popularmente chamados, possuem aproximadamente 4,7 quilômetros de extensão e já recebeu investimento de R$ 50 milhões para beneficiar 140 mil habitantes suzanenses, principalmente, a população do Jaguari, Jardim Europa, Mandi, Vila Maria de Maggi, Cidade Boa Vista e Jardim São José, que terão os esgotos enviados para a ETE. A construção da Sabesp deve ampliar o tratamento de esgoto de um para três metros cúbicos por segundo e tratar além de 100% do esgoto coletado em Suzano, os resíduos de Poá, Ferraz de Vasconcelos e parte de Itaquaquecetuba e Arujá. O prazo inicial de entrega do projeto era dezembro de 2013. Após atraso a nova data era final de 2015. A Sabesp explica que o contrato firmado para a execução das obras está em processo de rescisão judicial, mas, devido a sua importância para a região, a companhia está empenhada em dar continuidade à instalação do interceptor. "Tanto que uma nova licitação deverá ser realizada após o encerramento deste processo, que ainda está em andamento". A Companhia também fria que "acompanha a segurança dos poços de serviço periodicamente para evitar problemas com os transeuntes".

Leia Também