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Cidades

Cerca de 200 famílias ocupam área no Monte Sion

13 junho 2017 - 08h00 Por Gabriely Machado
Cerca de 200 famílias ocupam área no Monte Sion

Há pelo menos dois meses, cerca de 200 famílias tem ocupado uma área no bairro Monte Sion. De acordo com os ocupantes, o lote foi dividido para até 700 famílias viverem no local, que fica próximo à Suzano Papel e Celulose, com entrada pela Rua Neide Matias da Silva. Durante o fim da tarde de ontem, a fiscalização municipal e a Polícia Militar (PM) teriam averiguado a situação instalada. No momento, o grupo realiza vigília no espaço a fim de evitar a retirada das pessoas do local. Segundo os ocupantes, a área é conhecida pela comunidade como “abandonada e palco para queima de veículos, desova de carcaças, assaltos, tráfico e estupros”. É o que afirma Maria Rita Ariane Fortunato, uma vizinha próxima, que vive de aluguel com a mãe e mais três filhos, na Rua Neide Matias da Silva. "Isso aí é um lugar abandonado. Tem resto de carro queimado e ponto de drogas. Mas a fiscalização só vem ver o que é de interesse, a invasão. Toda esta região do Monte Sion, Vila Natal e Jardim Maitê é esquecida", queixa-se. A mulher conta que há anos a situação é essa no terreno. "Se o espaço tivesse dono, com certeza já teria reclamado das carcaças de carros queimados". Há dois meses, pelo menos 200 famílias têm preparado a área para instalar os barracos de madeira. O mecânico elétrico Robson Braga, um dos líderes da ocupação explica que o lote foi dividido para até 700 famílias viverem no local. São demarcações de cinco por 25 metros. "Durante este período, recebemos ficais da EDP São Paulo que pediram para respeitarmos o limite de 15 metros das torres. Também recebemos pessoas da Suzano Papel e Celulose. A empresa possui parte da área, que é escoltada por guardas. A fiscalização da Prefeitura esteve conversando, agendou uma reunião para hoje (ontem), que não aconteceu". Ocupantes disseram ainda que o secretário de Obras, Infraestrutura e Manutenção, Ari Serafim Barbosa, o Ari do Posto, esteve no local. Robson e outro ocupante, Paulo Henrique da Silva, disseram que fiscalização municipal esteve no local durante a tarde de ontem acompanhado pela polícia. "Os policiais se negaram a entrar, uma vez que a área é particular e não da Prefeitura. Existe uma pequena parte da Prefeitura, logo à frente da Rua Neide Matias da Silva, onde algumas edificações foram desfeitas. Contudo, na parte onde estamos construindo, o dono até agora não se manifestou". No momento, cerca de 20 pessoas ficam em vigília na ocupação. "Temos medo de que entrem com máquinas e derrubem os barracos com crianças dentro", diz a ocupante Daiane. O grupo tem se mobilizado com o auxílio de um advogado contratado para o caso. "A gente quer arrumar tudo certinho e pagar imposto, dar repasse à Prefeitura desta área inutilizada", conclui Paulo Henrique.

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