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Linhas cortantes

Pipas serão proibidas no Max Feffer; 93 carretéis são apreendidos

Segundo o prefeito de Suzano, a utilização de produtos cortantes oferece riscos à integridade física dos frequentadores do equipamento público

26 junho 2017 - 18h53 Por Edgar
O prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR) determinou segunda-feira (26) a proibição do manuseio de pipas no Parque Municipal Max Feffer. A ação foi motivada após a apreensão de 93 carretéis de linha chilena (três vezes mais cortante que o cerol) durante o Festival do Meio Ambiente. Segundo o republicano, a utilização de produtos cortantes oferece riscos à integridade física dos frequentadores do equipamento público, além de incentivar o comércio ilegal de produtos que tem como base pó de vidro.
 
O secretário de Segurança Cidadã, Fátimo Rodrigues, disse que a medida é necessária por conta do grande público que frequenta o Max Feffer, incluindo crianças e jovens. A fiscalização terá à frente a pasta, por meio da Guarda Civil Municipal (GCM), em conjunto com a Secretaria de Esportes e Lazer. As ações serão desempenhadas no sentido de inibir qualquer manuseio de pipas, com ou sem cerol.
 
"O evento do Meio Ambiente reuniu milhares de pessoas no parque. Contudo, por várias oportunidades, a iniciativa foi drasticamente ameaçada em razão da presença de pipas com linhas cortantes, causando insegurança. A partir de agora, pipas e linhas serão apreendidas pela GCM. Os agentes, para tanto, vão lançar mão de poder de polícia administrativa. Aqueles que fizerem uso desse material serão advertidos e conscientizados, segundo as normas de segurança do Max Feffer", acrescenta Rodrigues.
 
De acordo com Ashiuchi, Suzano conta com lei municipal que proíbe a comercialização, bem como o uso da linha cortante em espaços públicos. Assim sendo, o projeto "Pipa Zero" no Max Feffer vai reforçar a proibição. "Queremos conscientizar, principalmente, os pais. Não somos contra as pipas, de jeito nenhum. Somos contra a utilização do material cortante, que não tem nada a ver com diversão e que pode resultar em acidentes, ferimentos graves e até à morte". 
 
O comandante da GCM de Suzano, Edimilson Alves de Lima, reforça que, caso aconteça algum acidente com linha cortante, a ocorrência passa ao âmbito criminal. Desta forma, se o portador do material for menor de idade, os pais poderão responder criminalmente pela conduta do filho. 
 

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