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Cidades

Abaixo-assinado cobra repasses para serviços dos Institutos de Nefrologia de Mogi e Suzano

Objetivo é de que o documento chegue ao Ministério da Saúde, uma vez que as unidades podem deixar de atender

21 julho 2017 - 08h53 Por Marília Campos - De Suzano
A Associação de Renais Crônicos do Alto Tietê (Arcat) elaborou um abaixo-assinado em prol do Institutos de Nefrologia de Mogi das Cruzes e Suzano. O objetivo é de que o documento chegue ao Ministério da Saúde, uma vez que as unidades podem deixar de atender pacientes por conta da falta de correções nos repasses de verbas, conforme publicado pelo DS. 
 
De acordo com o presidente da Arcat, Henrique Jesuino de Souza, o abaixo-assinado foi elaborado em junho e já conseguiu 10 mil assinaturas. A lista está disponível nas próprias unidades bem como em circulação com pessoas responsáveis, além da versão online. "Em Suzano, a gente solicitou à Prefeitura para realizar as assinaturas nas ruas, nas principais praças da cidade", diz. 
 
Conforme publicado pelo DS, os Institutos de Nefrologia de Mogi e Suzano sofrem com a falta de correção nos repasses do Ministério da Saúde. De 2010 a 2017, o Ministério deu 23,4% de reajuste ao setor, enquanto a inflação subiu 53,29%. Assim como em outras unidades no País, os gastos para manter a qualidade do serviço na região não acompanham o montante enviado pelo governo. 
 
"Pedimos que o governo olhe para o paciente e realize um repasse de acordo com as necessidades das clínicas. Entre Suzano e Mogi, 550 pacientes são atendidos pelo SUS. O repasse que não cobre os custos, não está abrindo novas vagas para gente que precisa e tem que ir para fora, se tratar em outra cidade", explica Henrique.
 
O presidente ainda revelou que o grupo tem dialogado com vereadores da região, a fim de realizar um levantamento para conseguir enviar o documento a maiores patamares. "Queríamos participar da Condemat (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê), para que (o documento) chegue até Brasília. É um problema de todo país. Fechou uma hemodiálise em Roraima e os pacientes têm que se locomover mais de 400 km de casa. É desumano", diz. 
 
O presidente pontua que, atualmente, a verba repassada às clínicas para atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) é de R$ 194 por paciente. "O custo é muito maior que isso, pode chegar até R$ 300 por pessoa". 

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