O modelo de urna com a impressão de voto e os custos que os novos equipamentos trarão aos cofres da União devem ser apontados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste mês. Além disso, em agosto, o órgão definirá as cidades que receberão os aparelhos para as eleições do próximo ano, inclusive, dos municípios do Alto Tietê, que poderão receber as novas urnas.
De acordo com o TSE, no momento, o processo está na fase de aquisição das novas urnas. Portanto, ainda sem definição dos locais em que elas serão utilizadas na eleições do próximo ano. A medida é tomada para atender a determinação da Reforma Eleitoral de 2015 de programar as urnas eletrônicas com módulo impressor de voto.
Segundo o assessor-chefe de Gestão Estratégica da Diretoria-Geral da Corte, Thiago Kanashiro, ainda não se sabe quantas urnas serão adquiridas para o pleito de 2018, sendo que esse quantitativo ainda será estudado pelas equipes técnicas e decidido pela administração do Tribunal. "Quando o instituto apresentar a nova urna, em agosto, e for aprovado pelo TSE, aí teremos uma avaliação dos custos a serem aplicados nesta tecnologia".
Em nota, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), destaca que a substituição das urnas será paulatina em todo Brasil, conforme a disponibilidade financeira e orçamentária. "De início serão substituídas as urnas mais antigas. Contudo, a ação é coordenada pelo TSE", diz a nota.
Opiniões
A chefe da Zona Eleitoral 181, Imaculada Pires de Almeida, é a favor da medida e explica que ela traz mais segurança ao eleitor e também ao candidato. "Toda forma de segurança sempre é positiva para os eleitores e candidatos. Vejo esta iniciativa como mais uma forma de transparência do processo eleitoral", completa.
Já a chefe da 415ª Zona Eleitoral, Izânia Alves do Nascimento, frisa que o procedimento trará mais morosidade nas eleições, uma vez que provavelmente, o modelo que será adotado trará os seguintes passos: primeiro o eleitor vota, depois confirma a impressão e na sequência deposita o voto em uma segunda urna lacrada. "Acho que o modelo atual já é positivo. Em 2018, por exemplo, teremos muitos candidatos, então acredito que as eleições demorem mais para serem concluídas", acrescenta.
Testes
A impressão do voto já havia sido testada no pleito de 2002, porém a experiência não foi tão proveitosa, segundo o TSE. A mudança, na época, foi instituída pela Lei 10.408/2002, segundo a qual o eleitor deveria fazer uma conferência visual do voto, sem ter contato com a versão impressa. Se os dados fossem confirmados, o voto seria depositado em uma urna lacrada. Naquele ano, 7.128.233 eleitores de 150 municípios de todas as unidades da Federação, ou seja, 6,18% do eleitorado brasileiro da época, tiveram o voto impresso.