Nos primeiros nove meses deste ano, Suzano registrou o mesmo número de homicídios do ano passado inteiro. São 28 assassinatos. Se considerado o mesmo período dos dois anos (de janeiro a setembro), a quantidade de mortes violentas cresceu 64,71%, já que nos nove primeiros meses de 2016, a cidade havia contabilizado 17 homicídios. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (25) pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).
Assim como em 2016, neste ano, setembro foi o mês com maior número de assassinatos, com cinco casos. Além disso, em 2017, o município contabilizou, em três meses, o registro de quatro casos: janeiro, julho e agosto.
Com relação ao número de vítimas de homicídio doloso (quando há a intenção de matar), a cidade computou um aumento de 61,11%. Foram 18 pessoas mortas no ano passado e 29, entre janeiro e setembro deste ano.
Crimes
Em 2017, também houve um aumento na quantidade de crimes computados nas três delegacias da cidade. Foram 5.905 registros neste ano contra 5.442, do ano passado. Um crescimento de 8,51%. Já com relação aos casos computados somente em setembro houve uma queda no número de casos. Foram 647, em 2017, e 663, no ano passado. Uma diminuição de 2,41%.
Seis indicadores apresentaram queda entre os dois anos. A maior diminuição foram nos casos de lesão corporal culposa. A cidade computou 11 casos, no ano passado, e oito, em 2017. Uma queda de -27,27%. A segunda maior queda foram nos registros de tentativa de homicídio. Com 22 casos, no ano passado, e 18, em 2017, a cidade computou uma diminuição de 18,18%.
Entre os outros crimes que tiveram queda estão: homicídio culposo por acidente de trânsito (-6,67%), lesão corporal culposa por acidente de trânsito (-4,68%), roubo a banco (-100%) e estupro (-14,29%).
Aumento
Com relação aos crimes que tiveram aumento no mesmo período, homicídio doloso por acidente de trânsito e número de vítimas do mesmo crime tiveram maior destaque, com crescimento de 200%. Não haviam sido computados casos no ano passado e, em 2017, a cidade teve dois registros.
O segundo maior crescimento foram dos casos de roubo de carga, com 82,61%. A cidade havia computado 46 casos, em 2016, e neste ano, o número saltou para 84. Somente em abril foram registrados 19 roubos de carga.