O aumento de 4,5% no gás de cozinha, autorizado pela Petrobras, começou a ser aplicado em Suzano. Algumas distribuidoras já aplicam o novo preço, enquanto outras optaram por não aumentar o valor.
Para o sócio-proprietário da distribuidora SuperGasbras de Suzano, Carlos Higashi, esse aumento é constante. Ele conta que o preço atual de R$ 60 (na portaria) ainda não foi reajustado, pois a distribuidora conta com o estoque antigo de botijões. "Vou manter esse valor até o estoque acabar. Pretendo vender os 600 botijões até quarta-feira. Quando estiver com o estoque novo, irei aumentar o valor". O aumento será em torno de R$ 3.
Higashi ainda informou que o aumento no preço diminui as vendas até que o ajuste total do mercado seja normalizado. "Sempre repassamos o valor mínimo para não ficarmos no prejuízo e não prejudicarmos a população também", conta. Segundo ele, o valor do botijão seria de R$ 80, caso ele tivesse feitos os ajustes anteriores propostos pela Petrobras.
A distribuidora Ultragaz informou que não vai ajustar o preço atual dos botijões. O motivo seria os outros dois ajustes anteriores que fizeram no começo do ano e a competitividade com outras distribuidoras. Uma vez que aumentando o preço, a população vai optar pelo valor mais acessível. "Tivemos quatro aumentos este ano e nós só repassamos dois. Por enquanto, vamos manter nossos valores atuais", comentou Marcus Caetano, gerente da unidade. Os valores atuais são de R$ 69,90 para a venda na rua e R$ 65 para a venda na portaria.
Ele conta que o reajuste é um assunto delicado, pois a população por vezes acha que o aumento parte da própria Ultragaz.
Aumento
A Petrobras anunciou, na última sexta-feira, por meio de nota o aumento de 4,5% nos preços do gás de cozinha. .
"O reajuste foi causado principalmente pela alta das cotações do produto nos mercados internacionais,
influenciada pela conjuntura externa e pela proximidade do inverno no Hemisfério Norte. A variação do câmbio também contribuiu" anunciou a empresa sobre o motivo do aumento.
O reajuste anterior, que havia sido feito da Petrobras, aconteceu no dia 11 de outubro. Os preços foram reajustados em 12,9%.