Pais de alunos da EMEF Waldemar Calil, no bairro do Sesc, temem que uma caixa d'água caia sobre duas salas de aula de turmas do primeiro ano do Ensino Fundamental.
Segundo pais dos alunos, caixa d'água está sobre duas salas onde as crianças.
O risco de a caixa cair sobre elas, que tem entre cinco e sete anos, é iminente. Os pais já pediram para que as crianças fossem realocadas, porém sem sucesso.
A Secretaria de Educação de Suzano diz que, se houver necessidade, será instalada uma caixa d'água provisória com segurança para todos da escola até a recuperação total da atual ou substituição da mesma.
Rafaela Oliveira tem 27 anos e é dona de casa. Ela conversou com outras mães e está acompanhando o caso. Segundo ela, os inspetores não deixam os pais tirarem fotos do local, algo que não é comum. "Antes, nós entrávamos e podíamos tirar fotos, mas de uns tempos para cá eles, eles nos acompanham e não deixam", conta.
Há infiltração de água nas duas salas. Segundo os relatos, a caixa d'água é grande e tem potencial para derrubar ambas as salas. Silvana Svaiger de Alencar, 44, é mãe de um aluno do primeiro ano. A mulher não sabe o que fazer para manter o filho seguro. "O estrago vai ser grande, independente do lado que ela cair. Escola deveria ter segurança. Eu fico com o coração na mão quando ele está lá. Peço para ele não ficar perto daquele cantinho, mas ele é uma criança inocente e não entende ainda o perigo que corre", relata a vendedora.
Ela ainda diz que tem medo do que pode acontecer com a avó do menino, caso o pior aconteça. "Minha mãe respira com ajuda de aparelhos e bombinhas de ar. Ela busca meu filho na escola às vezes. É muito preocupante essa situação", diz.
Roberta Romero Candido, 40, relata a sensação de impotência que sente quando a filha vai para a escola. Ela diz que não pode impedir a menina de ir para a aula. "Ela precisa estudar. Se eu impedir de ir, posso sofrer problemas na justiça", diz a auxiliar de enfermagem.
A Secretaria de Educação de Suzano informa que está acompanhando o caso de perto com arquitetos e engenheiros da Secretaria de Manutenção e Serviços Urbanos, avaliando a real situação e as soluções possíveis para o caso.