A deputada federal Katia Sastre (PR) solicitou ontem, com urgência, reunião com o secretário da Previdência, Leonardo Rolim, para tratar sobre o encerramento do setor de perícias médicas no posto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Suzano. A parlamentar solicitou o encontro para esta quinta-feira, 2, e secretária da Previdência confirmou. O objetivo é reverter a decisão.
Outras frentes tentam retomar o atendimento em Suzano. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da subseção de Suzano, Wellington da Silva Santos, garantiu que vai buscar alternativas junto ao executivo e legislativo de Suzano para reverter a decisão do INSS de encerrar os serviços de perícia médica na Agência da Previdência Social (APS) da cidade.
Em primeiro momento, a entidade vai se reunir com o deputado estadual Estevam Galvão (DEM) para discutir alternativas que sejam cabíveis ao retorno do serviço na cidade.
"Vamos recorrer de forma administrativa em todas as esferas do Instituto. Já marcamos uma reunião com o deputado Estevam para pedimos o seu apoio nessa empreitada", conta Santos.
A Prefeitura de Suzano se manifestou à favor da OAB no sentido de sensibilizar os órgão federais para trazer de volta aos atendimentos, tendo em vista as mais de 1,3 mil perícias feitas mensalmente na unidade.
A partir de maio, todos os atendimentos médicos serão agendados nas APS de Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e Guarulhos. Cerca de dez médicos já foram transferidos para os locais.
ÚLTIMAS PERÍCIAS
As últimas perícias foram realizadas nesta terça-feira, 30, no local. De acordo com os segurados, nenhuma informação sobre o fim do serviço foi divulgada pelos funcionários da APS suzanense. "Ninguém comentou nada. Só pediram para aguardamos o resultado", conta a dona de casa Maria Telma Oliveira, de 56 anos, que estava acompanhando o filho.
Ainda de acordo com os beneficiários, os funcionários não estão pedindo para retornar ao local para remarcar as perícias. "Como eu vim pegar a minha alta, eu não vou precisar voltar, mas eles estão pedindo para ninguém retornar. Só não disseram o motivo", lembra o cozinheiro Fagner Moura Pereira, de 26 anos.