A Subsede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) confirmou a realização de um dia de greve, a ser realizado esta terça-feira, 26. Cerca de 2.100 professores de Suzano podem aderir ao ato, e 42,2 mil alunos de 45 escolas podem ser afetados.
Os profissionais são contrários à proposta da Reforma da Previdência estadual. O sindicato realizou reunião no último sábado, 23, para discutir a reforma, o plano de reestruturação de carreira dos professores e o calendário de 2020.
Não se sabe o número de educadores que vão aderir à greve, mas os profissionais estão passando informações desde a tarde de segunda-feira para a Apeoesp, sobre quem vai parar e quem não vai.
"Pelo o que estou vendo, muitos professores querem aderir. Se dependesse de mim, ninguém trabalharia, mas temos que aguardar para saber quais profissionais comparecerão e quais não", diz a diretora estadual da Apeoesp, Ana Lúcia Ferreira.
A ideia é que os profissionais se dirijam até a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), onde vão discutir a proposta e apresentar mudanças. A reforma está prevista para ser votada hoje.
"O João Doria (governador do Estado) está tirando tudo, e o secretário de Educação é um 'boneco', já que é o governador quem manda", diz Ana Lúcia.
Entenda
A proposta da Reforma da Previdência Estadual foi publicada no dia 13 de novembro no Diário Oficial do Estado de São Paulo, e vai mudar regras de aposentadoria e pensão dos servidores públicos de todo o estado.
Ela estipula idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres se aposentarem, além de aumento na alíquota de contribuição de 11% para 14%.
Para que a pessoa receba 100% do benefício, que será calculado com base no salário médio, ela precisará contribuir por 40 anos e respeitar a idade mínima, conforme explicou Ana Lúcia na edição do último sábado do DS.
Em nota, a Secretaria de Educação do Estado informou que a Diretoria Regional de Ensino de Suzano orientou que todas as escolas estaduais permaneçam abertas hoje. No documento, a pasta reforçou que a prioridade é a valorização do professor.