Os passageiros dos trens da região reclamam do aumento na tarifa viária anunciado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Para os usuários, o preço não reflete em qualidade.
O DS conversou com passageiros que utilizam os trens da CPTM para repercutir o recente anúncio do aumento da tarifa.
Até o ano passado, o valor era de R$ 4,30, mas desde 1º de janeiro o valor foi reajustado em 2,33%, e passou a custar R$ 4,40.
Para a auxiliar de limpeza, Maria Aparecida, o aumento é injusto. Maria utiliza diariamente os trens, para vir sua cidade natal, Poá, até Suzano, onde trabalha. A auxiliar diz que deveria ocorreu uma compensação pelo preço.
"Uso sempre e acho injusto para quem utiliza sempre, principalmente para quem percorre um trajeto menor. Talvez se fizessem uma compensação seria bom. Por exemplo, ter mais trens de manhã", conta a auxiliar.
VENDEDORA
A vendedora Steli Nayara afirma ser contra o aumento da tarifa. Ao contrário de Maria, a vendedora diz que "não deve existir compensação pelo aumento, e apenas não deve aumentar o preço".
"Utilizo todos os dias o trem para vir de Brás Cubas para Suzano. Achei um absurdo esse anúncio, tanto o aumento do trem quanto do ônibus.
Os trens são bons, funcionam bem, nos horários de pico atrasam um pouco, mas são bons. Não entendo porque aumentar", exclama a vendedora.
Atualmente desemprega, Jéssica Carolina compartilha das opiniões de Steli. Ela afirma que "não deveria ocorrer compensação pelo aumento, quanto o preço deveria manter-se igual". "Uso todos os dias e sou contra o aumento", completa.
Segundo a CPTM, a linha 11-Coral, que atende o Alto Tietê, recebe diariamente, pelo menos, 690 mil passageiros.
Na rede completa, são mais de 8,3 milhões de usuários circulando nos trens e metrôs, e outros 8,8 milhões nos ônibus da capital.
CPTM
A companhia afirma que o "reajuste é de 2,33% e está abaixo da inflação anualizada do boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC), de 3,86% (Focus de 13/13/2019), o que elevaria a tarifa ao valor de R$4,47".