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Cidades

Sindicalistas de Suzano criticam reajuste no salário mínimo

Maioria dos sindicatos consultados pela reportagem usou como base números do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)

07 janeiro 2020 - 08h45 Por Daniel Marques - de Suzano
Desde o dia 1° de janeiro de 2020 está em vigor o novo salário mínimo nacional, que agora é de R$ 1.039 e teve aumento de 4,10% em comparação aos R$ 998 que vigoraram em 2019. O reajuste, no entanto, não agrada sindicalistas da região, que dizem ser "muito pequeno".
 
A maioria dos sindicatos consultados pela reportagem usou como base números do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Na pesquisa feita pelo órgão em novembro, foi constatado que o salário mínimo necessário para a população deveria ser de R$ 4.021,39.
 
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Suzano, Pedro Benites, não gosta do reajuste. Ele destaca as dificuldades que uma família terá para conseguir sobreviver com esse valor. "O salário mínimo sempre teve aumento real, para que as pessoas pudessem ter poder aquisitivo melhor. Uma família de quatro pessoas não consegue virar o mês com esse dinheiro e comer carne é impossível", afirma.
 
Ele ainda criticou o atual governo que, para ele, tem propostas que não são voltadas para o trabalhador. "A política usada atualmente é bem diferente. Deveria ter aumento acima da inflação, e não abaixo. É uma diferença muito grande para o Dieese", afirma.
 
"O reajuste é absurdo. Sempre foi muito maior durante as épocas de Dilma e Lula (ex-presidentes do Brasil). Basta olharmos os números", opina o diretor de Comunicação do Sindicato dos Rodoviários de Mogi das Cruzes e Região, Reginaldo Paccini.
 
Já o diretor da base dos Correios na região, Milton de Jesus Miguel, classificou o aumento como uma "piada" e disse que o trabalhador precisa fazer um "bico" (trabalho informal) para conseguir sustentar a família. 
 
"Uma cesta básica custa quase R$ 700. Para sustentar três pessoas fica difícil. Se o trabalhador pagar aluguel e comprar uma cesta básica, já acaba o dinheiro. Isso é muito injusto", afirma Miguel.
 
"É uma miséria. Uma vergonha. Os trabalhadores teriam que ganhar o mesmo valor do Dieese, que é de R$ 4 mil. O que uma pessoa faz com R$ 1.039?", questiona diretora executiva do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Ana Lúcia Ferreira.

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