Mais de 500 mil correspondências podem ficar sem entrega no Alto Tietê. Trabalhadores dos Correios estudam a possibilidade de entrar em greve no fim do mês.
As informações são de Milton de Jesus Miguel, diretor da base do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo (Sindect), no Alto Tietê.
A principal reclamação dos trabalhadores é o valor pago na coparticipação do plano médico. Segundo Milton, alguns trabalhadores têm optado por sair o plano de saúde por não conseguir arcar com os custos de exames e outros procedimentos como internações .
Os lideres sindicais da categoria se reunirão hoje (15) e amanhã (16) em Brasília para tratar sobre o tema.
Milton disse que, tendo em base última greve do realizada pelos trabalhadores da categoria, entre 70 e 80% de efetivo deve aderir a greve.
Ele também destaca a diferença salarial entre os Correios e outras companhias estatais. “É a estatal que menos ganha em relação ao salário”, completa.
A reportagem do DS esteve nas agências dos Correios na cidade de Suzano em busca de informações sobre a possivel greve, mas não encontramos nenhum aviso sobre a possível paralisação.
Os funcionários da estatal também entraram em greve ano passado. Eles reivindicavam que o reajuste salarial fosse de acordo com a inflação, que na época era de 3,84%, além da manutenção de benefícios.
Em novembro do ano passado, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, suspendeu com uma liminar a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), uma sentença normativa que incluía questões sobre o plano de saúde.
Segundo Milton, caso não haja acordo entre os Correios e seus funcionários, há a previsão de que a categoria entre em greve nos dias 29 ou 30 de janeiro.