Suzano e Alto Tietê devem manter alerta para evitar a contaminação do coronavírus. A opinião é da Associação Cultural Chinesa de Suzano. “Mas sem alarde”, disse o diretor da entidade, Diego Tung.
Ele disse ontem que as decisões devem ser sem precipitação. Para Tung, o momento é de preocupação com os casos registrados na China e em outros países. Há um caso suspeito da doença em Mogi das Cruzes. A Secretaria de Saúde da cidade faz o monitoramento. “Há uma preocupação econômica também no mundo todo. Muitos países estão receosos de comprar produtos chineses, que estão disseminados no mundo”, disse.
Ele lembrou, por exemplo, de produtos da Apple que são produzidos na China.
Ele disse que o governo chinês agiu rápido, com a promessa, por exemplo, da construção de um hospital somente para tratar dos casos de coronavírus.
Tung não vê relação da doença com os hábitos alimentares da população chinesa. A associação lembra que comidas exóticas existe no mundo todo.
A entidade tem atuação importante em Suzano. Além da realização de eventos culturais, responde pela organização do Lian Gong.
A prática prevê movimentos lentos que mexem com todo o corpo do praticante.
É realizado em 35 pontos da cidade, sempre pela manhã. A associação ainda não tem levantamento de quantos suzanenses foram para a China nos últimos anos. Esse levantamento é difícil, segundo a entidade, por causa da rotatividade das viagens.
Farmácias preveem aumento nas vendas de máscaras
Farmacêuticos de Suzano acreditam que as vendas de máscaras cirúrgicas descartáveis vão aumentar, à medida que o número de casos suspeitos de coronavírus suba. A região registrou o primeiro caso suspeito nesta semana, em Mogi.
De maneira geral, Suzano ainda não vive um "alarde" com a doença. Mesmo assim, uma farmácia, que fica ao lado da Praça João Pessoa, na região central, não tem mais máscaras em estoque.
De maneira geral, Suzano ainda não vive um "alarde" com a doença. Mesmo assim, uma farmácia, que fica ao lado da Praça João Pessoa, na região central, não tem mais máscaras em estoque.
Segundo a farmacêutica do estabelecimento, que prefere não ser identificada, a farmácia perdeu entre quatro e cinco vendas só na última quinta-feira, 30. Ela revela que os clientes são, em sua maioria, orientais que trabalham em lojas do entorno.
"Estamos tendo muita procura por máscaras. O número de vendas aumentou muito nos últimos dois ou três dias. Medicamentos que aumentam a imunidade, como vitamina C e do complexo B, também estão tendo muita saída", conta.
Para evitar a transmissão do coronavírus, a máscara cirúrgica é uma grande aliada. É o que diz o farmacêutico João Alfredo, 38, da drogaria Bifarma, que fica no Centro. Ele conta que o equipamento tem a função de "impedir" a passagem do vírus. "A doença é transmitida pelo ar. Se a pessoa que estiver com o vírus usar a máscara, não vai transmitir para outra, e vice-versa".
A farmácia está com movimento considerado "regular". Até a tarde de ontem, o estabelecimento havia comercializado apenas três unidades do equipamento. O farmacêutico acredita que o movimento pode aumentar.
"É só aparecer um (caso confirmado) aqui no Brasil que as pessoas começam a comprar. A população não está alarmista. Na cabeça do povo, o vírus não vai chegar. Isso é ruim, porque se a população acha que não tem vírus, relaxa na higiene", diz.
"A tendência é que as pessoas procurem as máscaras, caso haja o aumento de casos suspeitos. Se tiver demanda, terei que aumentar o estoque", conta o farmacêutico da Droga Zinho, Zinho Bosili, 55.
Para o balconista Ricardo Costa, 48, o coronavírus será uma doença como "muitas outras" que já foram divulgadas. "É como dengue ou chikungunya. Acho que não vai pegar não". Mesmo assim, ele diz que a loja vai aumentar o estoque de máscaras "caso haja alta procura".