A Associação de Assistência à Mulher ao Adolescente e a Criança Esperança (AAMAE) anunciou que vai manter o programa de golfe para atender crianças carentes e deficientes.
O projeto foi iniciado em 2019 e teve a duração de nove meses.
A época, 150 crianças (entre 9 e 16 anos) da AAMAE foram prestigiadas com as 76 aulas ministradas para turmas Infantil, Pré-Adolescente e Adolescente. Este ano mais de 100 crianças são esperadas pela associação.
Segundo um dos idealizadores do projeto, Johnny Fernandes da Silveira, o projeto visa "resgatar a dignidade e promover a inclusão social por meio do esporte". Ele diz o golfe ainda é visto como um esporte elitizado, onde apenas as classes A e B têm acesso e que com esta iniciativa, crianças de outras classes sociais podem praticar o esporte.
"Quando damos a oportunidade para crianças da periferia entrar em contato com esse esporte, elas aprendem outras coisas também, como o respeito a regras, bom convívio social, além de trabalhar a relação com a ansiedade".
Além disso, Silveira diz que o golfe resgata o respeito ao meio ambiente, além de ser um esporte que ajuda na coordenação motora, concentração e consciência corporal.
São diversas atividades que são desenvolvidas durante as aulas. Além de aprender o golfe, as crianças também realizam jogos e brincadeiras populares com taco e mini competições. O projeto também conta com uma turma de treinamento avançado.
Para este ano, o planejamento inclui situações de jogo, estratégia no golfe, vídeos e filmes, um campeonato e a inserção do Golf-7. Esta modalidade foi criada exclusivamente para a prática do esporte por pessoas com necessidades especiais e para alunos portadores de Transtorno Global de Desenvolvimento (TGD).