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Cidades

Paralisação de professores afeta escolas estaduais em Suzano

Professores aderiram a greve contra a reforma da previdência aprovada na Alesp na tarde de ontem

04 março 2020 - 05h00 Por Carolina Rocha - de Suzano
Professores das escolas da rede estadual em Suzano aderiram à greve contra a reforma da previdência dos servidores do Estado. 
 
O DS esteve em algumas escolas da região central da cidade. A Escola Estadual Professora Luiza Hidaka estava de portas fechadas. Um aviso no portão comunicava que “na impossibilidade de atendimento, devido a 100% da paralisação dia 03/03/2020, não haverá aula (que será reposta conforme plano de reposição).”
 
Já a Escola Estadual Professor Geraldo Justiniano de Resende Silva estava aberta. A secretaria da escola estava funcionando normalmente, e o fluxo de alunos e de aulas não foi afetado pela greve.
 
Os professores das escolas estaduais de Suzano se concentraram em à frente a subsede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), onde seguiram para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para acompanhar a votação da reforma da previdência.
 
De acordo com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), a orientação foi a de que as escolas permanecessem com as portas abertas para receber os alunos para realizar as atividades normalmente.
 
A pasta informou que, até as 11h horas da manhã de ontem, 95% dos docentes da rede estadual estavam em sala de aula. As ausências serão analisadas pelo superior imediato, que vai avaliar a justificativa apresentada pelo professor, de acordo com a legislação.
 
A Seduc-SP reiterou que acredita que “a valorização do professor, figura central no processo de aprendizagem, é prioridade. A pasta confia em seus professores e acredita que vão saber agir da melhor forma possível.”
 
PEC 18
 
A PEC 18 foi publicada em novembro de 2019, pelo governador do Estado de São Paulo, João Doria, como uma proposta de emenda à Constituição.
 
As principais mudanças na previdência dos servidores, é o aumento da idade mínima para aposentadoria. Antes da PEC, os servidores podiam pedir a aposentadoria ao completar 30 anos de contribuição e 55 anos de idade.
 
Com a aprovação da reforma, a idade de aposentadoria dos homens passa de 60 para 65 anos, e para as mulheres de 55 para 62 anos.
 
Mudanças no tempo mínimo de serviço também passam a vigorar. Agora, homens e mulheres terão o mesmo tempo de contribuição, que será de 25 anos. Antes da reforma, eram necessários 10 anos no funcionalismo público e 5 no cargo que deseja se aposentar.
 
A professora de Língua Portuguesa Célia Portela, 58, já atua há 25 anos como professora estadual.
 
Para ela, a reforma é a reforma é absurda. “O Doria conseguiu piorar a reforma que o Bolsonaro fez. Para as mulheres, ele aumentou em 7 anos o tempo de contribuição. E isso não tem condições porque as mulheres já tem dupla jornada.”

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