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Cidades

Chefe da agência do IBGE de Suzano detalha censo na cidade

Em entrevista com o DS, o diretor explicou como é feita a produção do censo

09 fevereiro 2025 - 14h00 Por Yasmin Torres - da Reportagem Local

O diretor da agência do IBGE de Suzano, Bruno Alves de Souza, detalhou como a realização do censo em Suzano e quais os resultados. 

A pesquisa demorou mais do que o previsto, segundo explicou, por causa da pandemia e acabou sendo realizada entre os anos de 2022 e 2023. Porém informações sobre a contagem populacional, renda, trabalho, mortalidade, nascimento, fecundidade e outras foram coletadas sem dificuldades.

Em entrevista com o DS, o diretor explicou como é feita a produção do censo. 

Segundo ele, essa é a pesquisa mais completa conduzida pelo IBGE, pois abrange toda a população, demanda um alto investimento financeiro e envolve um grande número de profissionais coletando dados simultaneamente em todo o país. 

“Na época da pesquisa, contávamos com uma equipe de 200 a 300 recenseadores nas ruas, além de supervisores distribuídos entre os três municípios atendidos pela unidade: Suzano, Ferraz de Vasconcelos e Poá”, afirmou Bruno.

Em Suzano, alguns dados incluem a composição domiciliar, infraestrutura e características demográficas. 

“Em 15,6% dos domicílios do município, há apenas um morador, o que representa cerca de um sexto da população. Além disso, 94,48% dos banheiros das residências são abastecidos com água da rede geral e, próximo a esse número, 99,49% das moradias possuem serviço de coleta de lixo regular” detalha.

Outro dado registrado é a diferença do percentual da declaração de etnia das pessoas entre os anos. 

“Em 2010, 37,4% da população se autodeclarava parda, esse percentual cresceu para 41,2% em 2022. Ainda, a população que se identificava como branca caiu de 52,4% para 46,8%, enquanto a população preta aumentou de 6,9% para 9,7%”, aponta o diretor.

Em relação a população indígena, foi registrado no último censo 340 pessoas que se identificaram como indígenas. 

“Esses dados se referem a pessoas que se autodeclaram indígenas, sem menção específica de etnia” , ressalta.

Por fim, Bruno comentou sobre a idade mediana por cor ou raça. 

“A população que se autodeclara amarela tem a maior idade mediana do município, com 50 anos, o que pode significar que é a mais antiga da cidade. As demais categorias têm idade mediana entre 34 e 39 anos”.

Todas essas informações podem ser acessadas no site oficial do IBGE, ibge.gov.br, e para dados mais detalhados há o sistema SIDRA para gerar tabelas personalizadas, sidra.ibge.gov.br.

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