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Cidades

Conselho dos Fundos Sociais vai impulsionar projetos socioambientais

Proposta é ampliar eco bazares que transformam materiais recicláveis em "moeda" para troca por alimentos

13 fevereiro 2025 - 20h00 Por Da Reportagem Local
O Conselho dos Fundos Sociais de Solidariedade do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê e Região (Condemat+) deverá ampliar o alcance e regionalizar o projeto dos “eco bazares”, já existentes em algumas cidades. A proposta foi lançada pela coordenadora do Conselho e presidente do Fundo Social de Itaquaquecetuba, Mila Boigues, durante evento de apresentação dos novos integrantes do órgão, realizado nesta quinta-feira (13/2), no auditório da sede da entidade. 
 
Os eco bazares fazem parte do programa Recicla Cidade, que é desenvolvido pelo Condemat+ desde 2021, e atuam em diversas pontas. Uma delas é a promoção da preservação do meio ambiente por conta da reutilização de lacres de alumínio ou tampas de embalagem tetra pak. De outro lado, auxiliam as famílias em vulnerabilidade a conseguir os produtos. Segundo Mila, formatar o projeto unificando as experiências de cada município irá resultar em um maior alcance, na diversidade de produtos e até serviços que podem ser incrementados aos bazares. 
 
“Eu vejo um grande potencial nessa moeda humanitária. Também podemos tirar daqui um case de sucesso e servir de exemplo para outras regiões que podem aplicar esse modelo. Outra situação é que podemos ampliar as parcerias, oferecendo uma gama maior de produtos e serviços”, apontou. 
 
Presente no evento, o presidente do Condemat+, prefeito de Itaquaquecetuba, Eduardo Boigues, apoia a ideia. Ele reforçou a necessidade da elaboração de leis municipais para regulamentar a atividade, haja vista que as empresas que prestam serviço de coleta de resíduos sólidos nas cidades precisam estar integradas. 
 
Cidades como Arujá, Salesópolis, Guararema, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos e Suzano já possuem o eco bazar. Em Santa Isabel, por exemplo, o projeto recebe o nome de Cantinho do Bem. Lá o material reciclado é pesado e a cada um quilo é gerado uma “ecomoeda”. Neste caso, o que é recebido é direcionado à uma cooperativa de catadores. 

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