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Padre Carmine

As Festas Juninas em tempos de pandemia

25 junho 2021 - 08h00 Por Gabriely Machado
As Festas Juninas em tempos de pandemia

Na Cidade a tradição junina conserva ainda hoje o seu fascínio e a sua atração irresistível no meio do povo, integrando a devoção a Santo Antônio, São João e São Pedro aos festejos trazidos ao Brasil pelos portugueses e espanhóis com a finalidade de celebrar a colheita e a boa safra com cantos, danças, quadrilhas, forró, arraiais, fogo e fogueiras e mil outras coisas agradáveis. No entanto, há dois anos que à causa da pandemia não é possível realizar festas nas ruas, nos clubes, nos salões ou galpões.
Nada, porém, impede de comemorar o tradicional arraial, preparando e degustando em casa com os familiares as comidas típicas, pipoca, canjicada, vinho quente, quentão, pastel, bolinho caipira e vestir trajes a caráter.
Na Europa esta tradição é antiga e também aqui no Brasil, sendo que os mesmos Índios realizavam seus próprios ritos de danças, cantos, rezas e fartura de comida como forma de agradecimento pela boa colheita e também para afastar os maus espíritos e para reverenciar os deuses e estreitar vínculos familiares. chegada dos portugueses misturou as comemorações agrícola-religiosas dos europeus com os cultos indígenas e africanos tornando as festividades do mês de junho manifestações de grande importância para os brasileiros. Do norte ao sul, essas festas são celebradas de modo original e típico.
A alegria é geral e contagiante. Todo mundo se diverte como criança feliz. Essa alegria é possível vivenciá-la também em casa, decorando o ambiente com bandeirinhas coloridas.
Bom seria, se também os avós, já vacinados, pudessem entrar na roda de uma pequena dança folclórica. Eles bem se lembram das velhas histórias do tempo passado e rejuvenescidos soltam de repente a voz e o corpo para cantar e dançar entre o calor do lar e a luz do luar. A lua linda e crescente acompanha as noites juninas, inspirando a todos novas melodias e notas de músicas tradicionais.
Ah que lindas noites, mais bonitas do que as outras noites. Não parece, mas as festas , além de serem um descanso, são também uma necessidade para o corpo e para o espírito.
Não há nada de supersticioso ou de idolátrico nessa memória. Cabe também. a todos os cristãos resgatar aquilo que é cultural e belo e comemorar as festividades juninas é parte deste resgate e a participação feita com discernimento, sem sinais de excessos na bebida e de violência, contribui para a cristianização da cultura. Somos todos seres culturais e temos o privilégio dado por Deus de criar cultura linguagem, comidas, valores, sistemas, usos, costumes e artes.
Marca registrada é a “alegria”. Tal clima altamente benéfico possa amenizar as duras e sufocantes fadigas do dia a dia, possa incentivar e incrementar o espírito de família e de solidariedade entre as pessoas.
Enfim, de semana em semana, as festas juninas reavivam a lembrança e marcam também a celebração de algumas grandes figuras de santos: Santo Antônio, São Vito, São João, São Pedro e São Paulo.
No meio das alegrias destas festas saibamos aprender dos Santos a coragem, a fidelidade e o zelo em viver o Evangelho de Cristo.