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Padre Carmine

Enfermos e Hospitais sob a proteção de São Camilo

02 julho 2021 - 08h00 Por Gabriely Machado
Enfermos e Hospitais sob a proteção de São Camilo

No mês de julho a liturgia da Igreja Católica celebra a memória de São Camilo de Léllis o intercessor por aqueles que o invocam, para que o Senhor se digne de ouvir os pedidos dos seus devotos.
Em 1746 foi declarado santo e patrono dos enfermos e dos hospitais. Camilo nasceu na Itália em 1550. Aos 25 anos resolveu ser frade, após uma conversa com um padre capuchinho que o tinha alertado sobre os riscos de sua juventude desordenada e envolvida em bandos de má fama. É que sua mãe morreu quando ele tinha apenas 13 anos, deixando-o órfão. Aconteceu que lhe faltando a orientação do pai, ausente de casa por causa das guerras, Camilo envolveu-se em más companhias. Viveu como um menino de rua até se decidir entrar para o exército.
Tendo-se ferido, para cuidar de uma chaga no pé, foi aconselhado a deslocar-se até Roma para um tratamento no hospital público de São Tiago.
Não ficou muito tempo internado e não terminou a medicação para eliminar a infecção no pé, porque foi afastado pelo vício no jogo de cartas onde esbanjava o dinheiro que ganhava com os serviços prestados no hospital, induzindo outros doentes a cair no mesmo vício.
No pouco tempo que Camilo esteve hospitalizado, ficou muito impressionado pelas perdas de seres humanos que estando na fase terminal não vinham assistidos e confortados com a presença de um sacerdote. Também, não ficou indiferente ao drama de ver os doentes serem tratados sem os necessários cuidados e por isso, teve a inspiração de instituir uma Companhia de servidores dos enfermos.
Assim Camilo tornou-se protagonista de uma nova história.
Converteu-se, iniciou a sua vida religiosa como franciscano e depois começou uma outra experiência dando vida em 1591 a uma nova ordem religiosa.
Hoje em muitos hospitais encontramos padres e leigos da Ordem de São Camilo dedicados à cura espiritual e corporal dos enfermos. Eles vestem uma roupa branca ou a batina preta com uma cruz vermelha no peito e são chamados de " camilianos".
São Camilo não desgrudava dos doentes nos quais ele via a pessoa de Cristo com tal convicção que muitas vezes, enquanto lhes dava de comer, pedia-lhes a graça e o perdão dos próprios pecados.
O hospital tornou-se o templo onde Camilo e seus companheiros elevavam com todos os doentes fervorosas preces e súplicas ao Deus da vida.
Destaque especial dou nesta minha matéria aos agentes da Pastoral da Saúde e a Coordenadora Mara que organizava antes que iniciasse a pandemia visitas na santa Casa de Suzano e no Hospital Santa Maria, acompanhando com a sua equipe a santa Missa celebrada mensalmente nos dois hospitais.
No entanto, é bom ter uma vida saudável, estar de pé, ir ao trabalho, dançar e lutar.
Mas, ao pressentirmos ou ao sermos informados que no nosso corpo há sinais de doença e que precisamos procurar um hospital, como queríamos encontrar nele bons médicos e sobretudo gente que saiba se aproximar dos doentes a exemplo de São Camilo que os assistia com o conforto da fé.
Sua proteção e sua memória confortem os doentes, seus familiares e os que se dedicam e assistem os enfermos. Os médicos, os estudantes de medicina que pesquisam e participam de congressos, não esqueçam de aprender na escola de Cristo para acolher e atender os doentes vendo neles a pessoa de Cristo.