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Padre Carmine

É tempo de Natal

24 dezembro 2021 - 08h00 Por Gabriely Machado
É tempo de Natal

É tempo de Natal, uma terna e suave claridade vem alegrando os corações e aquecendo o espírito de fé. Da beleza das árvores e dos presépios, nasce a beleza de um tempo novo e de um mundo novo.
Os anjos contam aos pastores as novidades celestes: " Nasceu na terra o Salvador".
Entre o calor da fogueira e a luz do luar, os pastores vigiam o rebanho nas tardes e nas noites do inverno palestino. Com a lanterna na mão e com os cães rosnando e latindo, saem do acampamento, dirigindo-se para a gruta de Belém.
Na festa do nascimento do Menino Jesus, ouvem cantos de jubilo: "Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados".
A cena de Natal pintada e narrada por Lucas no terceiro Evangelho convida-nos a contemplar o plano de Deus, o seu amor pela humanidade, pela qual se fez pequeno e indefeso, assumindo nossa frágil natureza humana.
Enquanto o imperador de Roma exalta-se, exigindo obediência ao recenseamento "mundial" para tornar-se grande diante dos povos da terra, Deus se humilha, se esconde e se limita apenas a querer para si uma manjedoura. O imperador se fazia deus, ídolo, imortal e grande no seu poder e esplendor. Deus fazia-se um bebê enfaixado, vulnerável e pronto a morrer por nós. Fato único e inacreditável, acontecido há dois mil anos e que jamais será esquecido.
No silêncio mudo e obscuro do vale uma luz resplandece no coração da noite. Os pastores a viram brilhar sobre uma gruta e correm para adorar o Menino Jesus. 
Com estes versos lembramos a antiga tradição do Natal tanto cantada e
artisticamente representada, mas pouco próxima do verdadeiro Natal de Jesus.
Entram Maria e José no acampamento dos pastores com fama de ladrões e impostores, ciganos e beduínos. José escuta os gemidos de Maria e pede ajuda às mulheres que já no acampamento tinham parido outras crianças.
Maria dá à luz o seu menino, carne de sua carne sangue de seu sangue. Ela, mulher no corpo, no parto e nas dores, é mulher na graça, no mistério e na maternidade.As mulheres que com panos, água e vasilha tinham lavado e limpado o recém-nascido, o colocam num colchão de palha e Maria estremecida pela dor do parto segura o Recém-nascido em seus braços. Os pastores correm para visitar o jovem casal e conhecer o Menino que fez jus de amor e justiça aos pobres para nascer no meio deles.
O Reino de Deus começava a nascer num acampamento de pastores, ciganos e beduínos que aí viviam desprezados e humilhados. Oh Maria! Bendito o fruto do teu ventre, e bendito o Altíssimo que se fez Filho com semelhança humana, gerado no ventre de uma jovem mulher.
Bom Natal e Feliz Ano Novo!