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Padre Carmine

Recordando Terezinha Salemi Bou Habib

07 janeiro 2022 - 08h00 Por Gabriely Machado
Recordando Terezinha Salemi Bou Habib

Terezinha Salemi Bou Habib, voltou para Deus há quase um mês. Foi casada com Fahim José Bou Habib (já falecido) dono da loja, hoje chamada de "Valentin" localizada em Suzano na Praça João Pessoa. 
Imagino que a Terezinha, na sua chegada entre os seres celestes, arrancou calorosas palmas de boas-vindas na casa do Pai Eterno. Palmas merecidas por ter vivido a sua existência sempre no lar, buscando, porém, a sabedoria entre um serviço e outro, se dedicando à leitura, à meditação e à oração, se tornando uma mulher culta, com uma brilhante memória e virando-se bem no enfrentamento dos problemas cotidianos. 
Terezinha era filha de Antônio Nacif Salemi, nascido no Líbano em Baalbeck e de Afisa Baccache, libanesa de Zahle. Os pais de Terezinha casaram-se no Líbano e logo em seguida vieram ao Brasil, abrindo um comércio na Consolação em São Paulo. Não passou muito tempo até se transferir para Mogi das Cruzes onde nasceu a Terezinha e outros 5 irmãos.
Na cidade, a família alcançou um grande prestígio por ser uma entre as mais antigas e tradicionais de Mogi das Cruzes. A vida do casal era farta de boas obras, como a doação do terreno para a construção de uma Escola Infantil na Rua Maria Osório e a doação de um outro terreno para construir a Igreja Católica do Sagrado Coração de Jesus na Avenida Brás de Pina na cidade de Mogi das Cruzes
Terezinha conheceu e se uniu em casamento ao jovem Fahim, que ajudava o pai José Antônio no armazém de secos e molhados, até abrir em Suzano, na Praça João Pessoa, a loja de roupas por muitos anos conhecida com o nome de Santo Antônio, em homenagem ao pai de Terezinha e ao pai de Fahim, que tinham o nome de Antônio. Tiveram quatro filhos, sendo duas mulheres, Augusta e Elisa e dois homens, José e Antônio.
Com o falecimento de Fahim, a Terezinha substituiu o marido na loja para ajudar os meninos na venda das roupas.
Ela ficava sentada no caixa e entre uma conversa e outra com os clientes, ficava pensando no futuro ou talvez recordando o passado. Sentada, parecia uma rainha com o seu aspecto majestoso e imponente. Sempre de bom humor, com um sorriso contagiante, marcado às vezes de uma certa hilaridade, simpática, genial e gentil.
Não lamentava o passado, pois queria ser médica, mas os pais lhe pediram para fazer um curso de bordado. Procurava viver bem o presente com o marido, com os filhos, com o sogro e a sogra, com a cunhada viúva Fahime que vivia na sua casa.
O legado que deixa, conforme as palavras de Luciana, sua neta, é “o amor pela família, mulher extremamente religiosa, devota de Nossa Sra. Aparecida e de São Judas Tadeu.
Tinha sempre uma visão otimista da vida e buscava solução para tudo. Deixa muitas saudades a querida, eterna e muito amada Terezinha”