O sr. Cazarini, antigo comerciante de Suzano e proprietário da loja de sapatos localizada na Rua Benjamin Constant, hoje se dedica como agricultor ao cultivo da terra, da horta e ninguém mais o encontrará na loja, onde permaneceu anos a fio.
Em seu lugar está a filha Flavia e o seu gênero Marcelo.
O Sr. Vitor só quer ficar na chácara, contente, operoso, hábil agricultor agradecido ao Criador por conseguir levar adiante um belo trabalho campestre.
Vive bem distante do Centro de Suzano e da sua antiga loja de sapatos, longe do intenso e agitado transito e movimento das avenidas da cidade.
A sua chácara é um ninho de paz, é aí que o sr. Cazarini descansa, respira e rejuvenesce, forjando um novo estilo de vida.
No entanto, não deixa de acompanhar a realidade social da cidade e do mundo e todas as distorções sociais que aparecem no cenário sócio-político.
Ele não vive no escuro, mas revela suas opiniões à luz do que ele consegue compreender após ter avaliado o que leu, viu e ouviu.
“Será que os homens são cegos a tudo o que a história ensina, ele diz nas suas conversas, ou ficam mais surdos aos apelos e clamores do povo? “
O sr.Vitor acorda para ver um mundo que seja sempre mais feliz e deseja oferecer aos seus netos e bisnetos o que de melhor eles deverão encontrar para um futuro novo.
Para o sr. Vitor o planeta terra será o maior deserto se de ar, de luz e de água se esvaziar, se os homens apagarem o amor pela mãe terra e se esquecerem que eles são filhos da Criação e deixarem de amar tudo o que é criado.
“Que visão maravilhosa, ele diz, quando a terra se enfeita toda vaidosa com os seus encantos e adornos diversos. Que maravilha vê-la”.
O sr. Vitor, onde tantos nada veem ao pisar a terra nos campos, ele colhe do nada os melhores produtos orgânicos, que trazem saúde e bem estar: verduras, legumes e frutas belas e graciosas, que o filho Bruno, a esposa Ari e Renan neto do sr. Vitor, expõem no Empório de produtos orgânicos, na loja localizada no começo da Avenida Mogi das Cruzes.
O sr. Cazarini só confia naquilo que a terra lhe dá, sem usar material tossico. Por ser hoje um experto agricultor, semeia e planta na época certa. Não se abate com o frio, nem com o calor. O amor pela terra é vida para ele. Pois, onde está vivendo é um pequeno mundo, é terra sagrada, é a maior riqueza, um verdadeiro e místico cenóbio.
Sobretudo é a maior ventura que alegra o seu coração, de um homem com a alma nobre e fina, capaz, hoje, de viver naturalmente, apaixonado pela terra, com toda a alegria de se comunicar com ela, horando o valor desse nosso planeta abençoada por Deus. Sua vida, cada dia, tem novo alento, para trazer o sustento, o conforto e o ensinamento aos que doou a sua existência terrena.