Como não agradecer diariamente, regularmente, os benefícios que recebemos? Temos muito a fazer. Você já se viu nessa situação? E o que recebe, sente como algo bom, como algo positivo? Sente que tem algo mais a contribuir para o nosso mundo?
E no seu caminho, sente que já se mostra longo? Certamente algo desse percurso já entrou dentro de você. Tem orgulho do que faz? Sente que deve fazer mais?
Com certeza muito dos sinais que passaram e/ou ficaram em você são positivos? São de alegrias? Deixaram aquelas marcas de felicidade que se acomodam em nós?
Não se preocupe em deixar exemplos do que faz o tempo todo. O que executamos de bom, de bem, sempre será positivo para alguém que o souber um dia. Siga em frente, algumas pessoas vão passar por tudo o que fizer. Se for de encantamento esse exemplo penetrará em mais alguém.
As coisas podem nos chegar de variadas formas. Podemos recebe-las em uma leitura. Ou talvez em uma visão adiante em nosso caminho. Elas podem se aproximar de nós mesmo que nem a percebamos em plenitude. Mas um dia, talvez bem mais adiante, ela se abrirá para a gente de modo envolvente. Por que não nos deixarmos disponíveis?
A vida é o nosso caminhar. Muito desse percurso pode oferecer novidades interessantes, não só para nós, como para outros. Nem pensar em parar. Há tanto a frente. Temos de seguir. Por vezes podemos fazer umas tantas escolhas, mas, temos de seguir. Sem nem imaginar uma desistência. Talvez possa perceber que algo que lhe surja adiante pode ser, efetivamente, parte de seu caminho. Se não sentir isso, atente. Será que tem de mostrar seu jeito de caminhar?
Mas pode ser que lhe surja algo para outro ter de seguir. Devemos ficar atentos durante todo o nosso percurso. Será que terei de aprender algo novo? Mas sempre podemos agradecer a vida que nos foi oferecida. Por que nos recusarmos? O caminho nos vem. Como deixar de agradecer?
Venho, nesta oportunidade, repetir-lhes os versos da chilena Violeta Parra, “Gracias a la Vida”. Traduzindo do Espanhol para o Português, claro:
“Obrigado à Vida”
Obrigado à vida que me deu tanto/ Me deu dois olhos que quando os abro/ Separo perfeitamente o preto do branco/ E no alto o céu de fundo estrelado/ E nas multidões aquela que eu amo/ Obrigado à vida que me deu tanto/ Me deu o som do abecedário/ E com ele as palavras que eu penso e clamo/ Mãe amigo irmão/ E luz iluminando, a rota da alma de quem estou amando/ Obrigado à vida que me deu tanto/ Me deu marcha a meus pés cansados/ Com eles andei cidades e brejos/ Praias e desertos, montanhas e planícies/ E a sua casa, sua rua e seu pátio/ Obrigado à vida que me deu tanto/ Me deu o coração, que agita o seu tanto/ Quando olho o fruto do cérebro humano/ Quando olho o bem tão longe do mal/ Quando olho o fundo de seus olhos claros/ Obrigado à vida que me deu tanto/ Me deu o riso e me deu o pranto/ Assim separo fortuna de quebranto/ Os dois materiais que formam meu canto/ E o canto de vocês que é o mesmo canto/ E o canto de todos que é meu próprio canto/ Obrigado à vida, obrigado à vida/ Obrigado à vida, obrigado à vida/
Ouçam a Mercedes Sosa cantando “Gracias a la Vida”.
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