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Jornal Diário de Suzano - 17/02/2026
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Coluna

A marcha pela paz

17 fevereiro 2026 - 05h00

Terminou estes dias a marcha de monges budistas nos Estados Unidos pela paz no planeta.
Caminharam 3700 quilômetros tendo como companhia além do cachorro Aloka (que desde a Índia os acompanha), inúmeras pessoas da população por onde passavam que ofereciam flores, água, amor e gratidão por essa extensa caminhada silenciosa propondo que as pessoas pensem na paz e no bem que ela traz a todos. Não só nessa caminhada, como em todo o planeta o que percebemos de maneira muito clara é que as pessoas não gostam da guerra, não desejam a guerra, a paz faz muito mais sentido para todos.
Nas guerras desejadas e levadas a efeito pelos governantes ávidos de poder e de glórias, vidas são perdidas, pessoas ficam mutiladas, famílias se desesperam e nenhum proveito verdadeiro acontece para a população, somente os mandatários se sentem realizados. Em outros tempos os vencidos se tornavam escravos e sofriam ultrajes de todo tipo pelos povos vencedores, sim, porque a guerra parece fazer parte do DNA de humanos com poder, apesar de satisfazer somente a alguns poucos, que podemos em todos os tempos considerar como degenerados.
O nosso planeta é lindo, visto de perto ou do espaço possui belezas que encantam a todos, possuímos praias e mares que nos encantam, rios caudalosos que além da beleza, assim como o mar nos fornecem alimentos, florestas imensas que limpam o ar que respiramos e em seu bojo vivem animais e aves que embelezam e alegram o visual, mesmo que alguns ainda nos causem temor.
Porque então com tanta fartura que a Natureza e o Criador nos presenteou precisamos guerrear, matar por um prazer nefasto, manter em cativeiro animais que devem viver livres em seus habitats, usar os meios que o progresso traz para a belicosidade, para prejudicar pessoas, animais e o mundo? Porque nos tornamos seres maldosos, que se deliciam com o prejuízo que causamos as pessoas, aos demais seres viventes e ao planeta? Já percebemos que a religiosidade não nos mantém fora desse estigma, até porque é em nome de muitas religiões que as guerras se tornam realidade e que pessoas são consideradas inferiores por professar esta ou aquela religião, como se isso as tornassem dignas de mais ou menos amor e entendimento.
O Cristo veio e nos ensinou que deveríamos amar ao próximo da mesma maneira que nos amamos, que desejássemos ao próximo o mesmo que desejamos para nós e que a caridade é a melhor maneira de atingirmos o progresso, não a esmola, mas a caridade em sua essência que é ouvir e entender sem julgar, ajudar sem menosprezar, alimentar sem humilhar, vestir que necessita sem espalhafato, afinal somos todos irmãos, independente do idioma que falamos, da cor da nossa pele e do lugar onde nascemos...
O planeta é um só, somos todos nascidos nele e deveríamos entender que sendo essa a nossa casa no espaço é nossa responsabilidade mantê-lo limpo, organizado e feliz, afinal o resultado seria benéfico para todos.
Já é tempo de nos tornarmos melhor, de entendermos a verdadeira significação das palavras Paz e Justiça e que procuremos aplicá-la da melhor maneira possível, buscando viver mais o Amor que Ele nos ensinou, certamente assim teremos um mundo mais feliz, mais igualitário, com fartura de alimento e com distribuição onde ele se faz ausente, sendo a humildade, o amor ao próximo e a caridade as máximas de todos os governantes.
Parece difícil acontecer, mas sempre nos é permitido sonhar e talvez com esse amor em nossos corações, possamos deixar um mundo melhor para nossos filhos...