Parece coisa infantil, sem maldade e sem consequências os tais joguinhos que são tão amplamente divulgados nos campos de futebol, nas camisas dos jogadores, nas redes sociais e nos programas de televisão.
Não adianta dizer e alertar que jogo não é investimento se nas publicidades mostra ganhos e alegria.
Desde sempre somos sabedores de pessoas que perderam muito dinheiro, bens e muitas vezes o seu patrimônio nos jogos.
Em outros tempos tínhamos cassinos em nosso país, foram abolidos e proibidos por aqui, mas nos países que nos avizinham eles existem e atraem muitos brasileiros, assim como acontecia com os bingos recentemente.
Podíamos encontrar ali pessoas que não se preocupavam com o valor das apostas e pareciam nem sentir quando a conta era apresentada, porque aparentemente haviam ganho o suficiente para se manter em equilíbrio.
Havia aqueles que saiam desiludidos por não terem ganho nada e sem muitas vezes o dinheiro até para tomarem a condução de volta para casa.
Jogo é viciante, entontece, parece que a sorte vai nos sorrir repentinamente e nos presentear com aquele valor que sonhamos para fazer algumas mudanças em nossa vida, talvez em nossa casa e se, não foi nessa rodada certamente será na próxima e assim o dinheiro se esvai sem retorno e, quando se ganha é insuficiente para cobrir o que se gasta em apostas...
Se antes era necessário sair de casa para se dirigir ao local dos jogos, agora ele nos pega ainda de pijama, em casa, sem necessidade de locomoção para qualquer lugar, basta ter um celular (e quem não o tem hoje?) para acessar algum tipo de jogo, por mais simples que pareça.
Até mesmo as crianças podiam ter acesso e já iam se viciando nos joguinhos coloridos e de aparência inofensiva.
Para distrair os filhos muitos pais liberavam o acesso, assim, de certa forma, teriam tranquilidade por algum tempo, sem se preocupar com o mal que estavam causando.
Sabemos de casos de pessoas que na expectativa de ganhar, fazendo uso do celular, investiu todo seu salário do mês, somente percebendo o prejuízo quando nada mais havia para fazer, além de assumir o remorso pelo gasto que prejudicou sua vida, pois, ficou sem conseguir pagar as contas do mês, sem alimentos, sem nenhuma reserva e se viu obrigado a lançar mão de empréstimos (que também parecem fáceis demais para se obter) e que terão seus valores acrescidos nas despesas normais, sempre com juros exorbitantes.
O vício seja ele qual for sempre vai causar prejuízo, seja financeiro ou para a saúde e, independente do tempo em que vivemos eles sempre parecem inofensivos e cheios de prazer.
Dão a sensação de que desanuviam nossa mente, que por algum tempo ficará livre de responsabilidade, porque nos espairecem... O cigarro, a bebida, as drogas, os jogos, todos eles vão de início nos dar a sensação de leveza, de despreocupação, todavia, com o passar do tempo todos causarão algum malefício, seja para saúde ou para o bolso.
A saúde é demasiado importante para se descuidar e somos hoje cientes de que o vício da bebida, da droga e do cigarro desgastam e corrompem nosso organismo, trazendo problemas que podiam ser evitados para nossa vida.
O dinheiro gasto no jogo nunca será recuperado em sua totalidade e o patrimônio ficará abalado e fará falta, afinal só ganha com ele quem o pratica como forma de trabalho, seja no campo ou na sua divulgação.




