sexta 27 de fevereiro de 2026Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 27/02/2026
Envie seu vídeo(11) 4745-6900
Coluna

Com a quarta feira de Cinzas inicia a Quaresma

27 fevereiro 2026 - 05h00

Após o Carnaval o povo volta a vida real, porém, sem ter conseguido alguma chance melhor para ser verdadeiramente feliz, e na quarta feira de cinzas lota as igrejas. Reconhece que tudo é passageiro. O que vale é a festa da vitória da vida, da justiça, do amor e da paz, no lar e no mundo inteiro. Reconhece que só em Deus pode encontrar nova força, novo alento, nova esperança, considerando que o carnaval atrai sim, mas para uma grande e fatal ilusão.
A quaresma vem dizer ao pobre, ao homem sensato e justo, que a história, a cultura, a fé se constroem antes de tudo, liberando o ser humano do maldito destino de morrer de fome ou de viver sem saber ler e escrever ou exposto a todo tipo de violência.
Razões para destinar emendas parlamentares, recursos, patrocínios e dinheiro para um bem maior é o que não falta. Porém, o que temos nas costas da história do Brasil é o chamado Orçamento secreto sem a devida identificação.
A quaresma vem nos lembrar que tudo aquilo que contamina o homem como orgulho, poder, ambição, ganância, consumismo desenfreado, deve sair, deve ser purificado. Não custa tentar. Veremos um novo Brasil surgir das cinzas, um novo povo, uma nova pátria, uma nova história, uma nova Ordem.
Muitos louvam o calendário do Carnaval. Afinal são cinco ou seis dias de festança e durante estes dias as crianças pulam a escola, os namorados aproveitam para viver momentos mais românticos, os tambores tocam e os adultos escolhem a praia, o sambódromo, o sítio, a fazendinha, parques, deixando de lado os projetos, as novidades e as prioridades definidas para o ano de 2026. Quanto àqueles que cometem abusos na euforia do carnaval, vale o sentido das cinzas e da quaresma que convidam ao jejum, à oração e à penitência.
Graças a Deus que o espetáculo encantador do carnaval irreversivelmente se desfaz.
O mapa dos sambódromos não mostra o mapa da vida dos brasileiros, não mostra o mapa de uma sociedade corroída pela corrupção.
Com certeza o barulho dos tamboris e tamborins cobre o grito dos excluídos, dos que vivem sem casa, sem teto, sem mordia, sem recursos, sem asfalto, dos que clamam pela igualdade e pela justiça.
O Carnaval acaba apagando a memória das matanças no campo, nas favelas de Rio, das traições dos políticos, da escravidão que ainda existe no Brasil. É conveniente ver o povo esquecer os fatos políticos e as desgraças causadas pelos homens da ganância e do poder.
O Brasil todo assiste, aplaudindo a magnificência do aparato carnavalesco das escolas de samba que desfilam carregando no peito a esperança de encantar o público e sonhando com a conquista do título de campeão.
As cinzas que os Cristãos Católicos recebem na quarta feira de cinzas, são um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte e ressurgindo para uma vida nova