Amigos me pediram que escrevesse sobre a situação dos idosos. Acho até que trato bastante deste tema em minhas crônicas. Mas, parece que a demanda está maior do que se pensa. Sigo a beira de completar minhas oito décadas de idade.
Certamente, todos sabemos do aumento significativo dos idosos por toda parte, como também em nosso amado país. Isso está se passando por muitas nações. O número de sobreviventes aumentou muito, as pessoas estão resistindo mais frente aos tempos que nos vem. Em muitos países, especialmente na Europa, o número dessa gente presente afetou fortemente as legislações para se alcançar a aposentadoria, passando a se exigir muitos mais anos para chegarem a ela. Aqui na nossa terrinha até que não foi tão terrível.
E a questão de saúde afetou muita gente, mas sabemos que nem todos se tocaram dessa necessidade de cuidado especial. Temos visto muito relaxamento por parte de gente mais velha. E esses exemplos nos atingem a todos diretamente.
Sei bem que reagir não é coisa tão fácil. Tive um tratamento de saúde que me exigiu parar atividades físicas. Foi um longo período. E o sedentarismo sempre cai sobre nós após um tempo. E dói bem. Estou tentando retomar meus exercícios e sei das dificuldades a passar. Com esse monte de chuva nos ameaçando fica mais complicado até fazer as caminhadas diárias necessárias. Sei bem que temos de nos prepararmos e nos planejarmos frente as demandas. Mas sei de muitos que relaxam e vão esquecendo suas necessidades pessoais.
Mas devemos ter mais atenção além das atividades físicas. Hoje um dos pontos mais sensíveis a cada um de nós é o lado mental, emocional. Sem esse obrigatório cuidado vamos nos tornando muito mais frágeis frente ao mundo. Não é caso de atenção só dos idosos, mas para eles talvez mais gravemente, a mente de modo rápido é atacada e nos tornamos frágeis para enfrentarmos emoções e umas tantas pressões do mundo que nos cerca. Claro que é preocupante também.
E olhe que não estou me referindo só as questões de memória. Que, não resta dúvida é fator de extrema importância, que vai nos afetando mais e mais a cada dia que passa. Mas hoje o tanto da memória pode, e deve, receber nossos cuidados. Existem práticas a serem seguidas. Tente saber mais.
Esta semana li sobre um estudo japonês que destacava a importância da escrita manual. Pessoas atendidas mostravam mais atenção, mais memória, mais equilíbrio, gastando entre dez e quinze minutos de escrita manual diária. Como a maioria de todos nós, idosos em especial, também estamos ligados às expressões digitalizadas, no celular como no computador, a expressão manuscrita fica esquecida. Nossa manifestação pessoal fica secundarizada. E afeta de modo forte, e negativamente, a nossa vida mental. Podemos sempre buscar rever nossa expressão por aí. Está nos fazendo muita falta, o que nos afeta barbaramente.
Com certeza podemos alterar esse nosso percurso, encontrando algumas alternativas positivas, favoráveis a nós mesmos. Vamos refletir nosso tanto sobre como podemos melhorar a nossa vida.



