Os casos de violência contra a mulher vêm aumentando no avanço dos anos.
É um problema sério no País. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em conjunto com o Instituto Datafolha, a maioria da população brasileira sente que a violência contra a mulher aumentou entre 2007 a 2017, por exemplo.
A maior percepção está na Região Nordeste (76%), seguida pela Região Sudeste (73%).
Pelo menos, dois em cada três brasileiros viram alguma mulher sendo agredida.
As delegacias da Mulher seguem como um marco importante para a política de enfrentamento à violência. São onde as vítimas são acolhidas por delegadas mulheres com atendimento especializado e direcionado a cada caso, buscando uma resposta eficaz à violência e contribuindo na consolidação da cidadania feminina.
Na edição de ontem, o DS trouxe reportagem mostrando que a Delegacia da Mulher de Suzano (DDM) comemora no próximo dia 10 de agosto seis anos de funcionamento. Inaugurada em 6 de agosto de 2015, o primeiro atendimento ocorreu apenas três dias após a abertura, e marca a celebração oficial desde então.
A reportagem também trouxe dados de atendimento. De janeiro a julho deste ano foram gerados 664 Boletins de Ocorrência (B.Os), além de 370 inquéritos policiais e 332 solicitações de medidas protetivas.
Segundo a delegada, os números representam a importância do sistema integrado de proteção às vítimas que a Delegacia dispõe para a população, já que se trata de um local que oferece atendimento especializado.
Não há dúvida de que as delegacias da Mulher são um local muito importante para a comunidade e toda a população de Suzano.
Trata-se de um setor especializado, com atendimento específico para cada vítima, com pessoas técnicas e com orientação jurídica e psicológica.
Como forma de evitar aglomerações e respeitar os protocolos sanitários, assim como no ano passado, não estão previstas comemorações de aniversário. Desta forma, o tradicional café da manhã de aniversário está suspenso. A expectativa é retomar as comemorações no próximo ano.
Em Suzano, a proteção à mulher vítima de violência doméstica conta com uma ampla rede de prevenção, assistência e repressão a este crime. Através da Sala Rosa, localizada nas dependências da DDM, as vítimas recebem acolhimento jurídico e psicológico.
Levantamentos recentes apontam que a violência doméstica e familiar é a principal causa de feminicídio não só no Brasil, mas em todo o mundo. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), 17,8% das mulheres do mundo sofreram algum tipo de violência física ou sexual no ano de 2019. Isso significa que quase uma a cada cinco mulheres em todo o planeta foi vítima deste tipo de crime, no ano passado. É importante que mais delegacias sejam implementadas para garantir a proteção devida às mulheres.