O DS traz na edição deste domingo (11) reportagem mostrando o posicionamento de cada um dos dez prefeitos das cidades da região em torno das eleições deste ano.
A repórter Ingrid Leone vasculhou as redes sociais dos políticos e descobriu como deve ser a ‘toada’ da disputa, pelo menos entre os prefeitos, até o mês que vem.
A maioria vai apoiar o atual governador Rodrigo Garcia (PSDB) e se afastar da polarização Lula-Bolsonaro.
A razão é óbvia. Muitos prefeitos ainda não se sentem confortáveis em declarar voto, pedir apoio e preferem voltar suas forças no apoio da disputa estadual.
É no Estado que vão em busca de pedidos, reivindicações e propostas para alavancar seus redutos por meio de novas obras.
Há uma lista de pedidos, enumerada inclusive no Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat).
O certo é que as demandas são muitas. Só para citar como exemplo estão a alça de saída do Rodoanel em Suzano. O Hospital das Clínicas (HC) em que o pedido era para ser aberto como Pronto-Socorro (PS) para atendimento de urgência e emergência agora ganhou nova função de Hospital Regional do Alto Tietê. Mas o que realmente muda na prática em relação ao funcionamento? Só saberemos quando os números de atendimentos e as iniciativas forem realmente concretizadas.
De certo é que, desde 1989, nunca se viu um clima eleitoral tão acirrado, em termos das discussões sobre democracia.
Lá em 1989, o País retomava as eleições diretas e revivia o modelo democrático com a volta de partidos e nomes importantes que contribuíram na retomada do processo civil de votação.
Agora, a polarização - que também é, de fato, criticada por quem é da chamada ‘terceira via’ - chega para acirrar os ânimos.
E os prefeitos das cidades da região, que têm também importante influência no meio político, optam pela ‘neutralidade’, pelo menos ao que parece, quando o assunto é disputa nacional.
Fato importante é que as discussões em torno da disputa prosseguem com os prefeitos tomando as medidas estratégicas para conseguir mais atenção dos próximos governantes para suas cidades. Afinal vão precisar de parcerias.