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Editorial

Resíduos de bueiros e valas

18 setembro 2022 - 05h00 Por Gabriely Machado
Resíduos de bueiros e valas

Recentemente, após fortes chuvas, uma cidade do interior de São Paulo foi invadida por toneladas de lixo após um rio transbordar. Essa notícia evidenciou o problema de descarte de lixo nos rios brasileiros.
Quando o lixo é disposto nas vias públicas causa problemas de infraestrutura e alagamentos. Ao chegar nos rios, provoca desequilíbrio ambiental, representando uma grande ameaça à vida aquática, além de contaminar a água utilizada para consumo humano, tornando-a inapropriada e causando doenças.
Na semana passada, um levantamento da Prefeitura de Suzano mostrou que foram retirados mais de 870 toneladas de resíduos de bueiros, rios e valas.
Um número que preocupa, mas, ao mesmo tempo, mostra o trabalho intenso de fiscalização do órgão público.
A limpeza ocorreu em 255 bueiros e 21 quilômetros de redes de drenagem; ações ainda contemplaram trocas de tampas, nivelamento de ruas e manutenção da rede elétrica.
O relatório mensal que divulga as ações realizadas pela Secretaria Municipal de Manutenção e Serviços Urbanos apontou que durante o mês de agosto foram retiradas 871 toneladas de resíduos nas valas, rios, bueiros e pontos viciados da cidade, que são aqueles espaços ao qual são jogados, de forma irregular, restos de materiais, como móveis e de construção. 
De acordo com a reportagem publicado pelo DS, a secretaria ainda afirmou que foram limpos 255 bueiros, 24 tampas trocadas, dez guias chapéus, além de reposição de quatro tampas de verificação, que são aqueles bueiros localizados nas ruas, e a instalação de quatro grades articuladas. Em relação à limpeza realizada na rede de drenagem de valas e rios, o relatório da pasta destacou que foram 21 quilômetros destas estruturas limpas. 
É importante que as pessoas se conscientizem sobre os riscos e os problemas que o descarte pode causar.
De forma inadequada leva à formação de ilhas de lixo nos rios, prejudicando a sobrevivência da fauna e flora de diversas regiões. Os efeitos podem ser sentidos por muito tempo, visto que alguns materiais, como o plástico, demoram centenas de anos para se decompor.
Outro problema causado pelo descarte de lixo nos rios é a proliferação de insetos vetores de doenças, como o Aedes aegypti, que causa a dengue, a zica e a chikungunya.