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Editorial

Sem celular para segurança

23 setembro 2022 - 05h00 Por Gabriely Machado
Sem celular para segurança

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Paulo Galizia, participou do “Live R7”, programa de entrevistas da TV Record veiculado no Youtube. Durante a entrevista, conduzida pela jornalista Christina Lemos, o presidente esclareceu dúvidas a respeito da segurança das urnas eletrônicas, apuração dos votos, biometria e uso do celular nas seções eleitorais.
De acordo com informações do TRE, com relação à proibição do uso de celulares na cabine de votação, que está prevista na legislação desde 2009, o desembargador Galizia garantiu que “nenhum mesário vai manusear o celular do eleitor” e esclareceu como funcionará a medida no momento do voto.
É importante que as normas das eleições sejam cumpridas para que tudo seja conduzido da melhor forma.
O eleitor, ao dirigir-se para a cabine de votação, vai deixar seu celular em cima de uma mesa, vai votar e, após, pegar o celular.
A proibição, segundo Galizia, é “para a segurança dos próprios eleitores”. Sabendo que o eleitor terá o celular na cabine, um candidato poderia cobrar dele uma prova de seu voto.
O presidente do TRE-SP reforçou que a urna é 100% segura, conforme já foi demonstrado nas eleições realizadas desde sua primeira utilização, em 1996, e que a apuração dos votos pode ser conferida diretamente pelos eleitores por meio do Boletim de Urna (BU), impresso após o encerramento da votação. 
Segundo ele, a urna é um repositório de votos que são computados aleatoriamente. Cada urna eletrônica emite no final do dia o boletim de urna, que é uma radiografia do que aconteceu. Ainda sobre a segurança das urnas eletrônicas, Galizia explicou o funcionamento do Teste de Integridade, auditoria que compara os resultados da votação nas urnas eletrônicas com votos em cédulas de papel. O teste será realizado no dia da votação, no Centro Cultural São Paulo, aberto ao público e com cobertura da imprensa. As 33 urnas que passarão pelo teste serão indicadas na véspera por entidades fiscalizadoras como partidos políticos, Ministério Público, OAB e Forças Armadas. 
O uso de biometria durante o Teste de Integridade também foi detalhado pelo presidente. 
Seis das 33 urnas serão testadas com a biometria do eleitor. Essas 6 urnas não estarão no Centro Cultural, mas em um local de votação bem próximo, porque deste tipo de auditoria participa um eleitor e não um funcionário designado. Então, o eleitor vai fazer sua votação normal e, em seguida, vai ser convidado a se dirigir a uma sala contígua para participar do teste.
Questionado sobre os preparativos da Corte eleitoral paulista relativos à segurança no dia do pleito, Galizia informou que haverá policiamento em todos os locais de votação e nas unidades do TRE-SP e que tem feito reuniões periódicas com os comandos da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Federal. É importante garantir a segurança para que o eleitor voto com tranquilidade.