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Editorial

Festa da democracia

04 outubro 2022 - 05h00 Por Gabriely Machado
Festa da democracia

O País viveu, no domingo, a festa da democracia com a votação para escolha dos próximos governantes.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fez um balanço importante sobre como se deu o processo. 
Chegou-se, ao final, com a certeza de que foi cumprido novamente a missão constitucional de garantir segurança e transparência às eleições. 
O DS acompanhou todo o movimento nas cidades da região com poucas trocas de urnas e com o processo transcorrendo com tanquilidade.
O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, disse que o trabalho conjunto de mais de 1,8 milhão de mesários, 22 mil servidores da Justiça Eleitoral, além de milhares de juízes eleitorais e membros do Ministério Público Eleitoral, que, segundo o ministro, foram os responsáveis pelo sucesso da realização do primeiro turno de votação de maneira tranquila e ordeira em todo País.
A imprensa, mais uma vez, desempenhou um papel preponderante para que a Justiça Eleitoral pudesse se comunicar com as eleitoras e os eleitores e informar sobre o Teste de Integridade, o projeto-piloto com biometria e a introdução do novo modelo de urnas eletrônicas, entre outros tópicos. Não há dúvidas que os maiores vencedores foram os eleitores, que conseguiram cumprir com seu direito dentro da democracia.
A sociedade brasileira demonstrou novamente maturidade, consciência, tranquilidade e harmonia para votar; e a Justiça Eleitoral, com a sua competência, agilidade, seriedade e total transparência na apuração e divulgação dos votos.
A Justiça Eleitoral informou também que a abstenção registrada neste primeiro turno seguiu a média de 20% que vinha ocorrendo em pleitos anteriores. Neste 2 de outubro, cerca de 20,89% dos eleitores não compareceram às urnas, um número um pouco menor que o das Eleições Municipais de 2020, que foi 23,15% – valor que, à época, foi atribuído à votação em plena pandemia de Covid-19.
Neste primeiro turno das Eleições 2022, ocorreu também o menor índice de votos em branco e nulos desde 2014. 
A mudança no comportamento das eleitoras e dos eleitores pode ser atribuída à polarização política que se registra neste período eleitoral, e que isso pode ter sido uma das causas das filas que se registraram em várias seções de votação pelo País. 
O fato pode ter se dado porque, em vez de votar rapidamente nulo ou em branco, neste domingo, essas pessoas votaram nos cinco cargos em disputa. 
É um dado interessantíssimo, porque representa uma maior participação efetiva na escolha dos dirigentes do País.
Não houve, segundo a Justiça Eleitoral, ocorrências graves em relação a questões político-ideológicas, tampouco problemas para votar com os que compareceram às seções, nem atrasos na totalização dos votos, que começou às 17 horas em ponto.