Reportagem da Agência Brasil mostrou que o sistema coletivo público de transporte da capital paulista perdeu 30% ou quase um terço de seus passageiros nos últimos dez anos.
Ainda não se tem notícia da situação no Alto Tietê, mas é evidente que após a pandemia a situação trouxe mudanças.
Em São Paulo, em 2013, o sistema transportou 2,9 bilhões de passageiros, número que caiu para 2,04 bilhões em 2022. No mesmo período, a população da cidade aumentou 3,2%, de 11,8 milhões de pessoas para 12,2 milhões.
De acordo com a Agência Brasil, a queda na quantidade de passageiros foi acentuada no período da pandemia de Covid-19, a partir de 2020. No entanto a redução já era visível no período anterior, de 2013 (2,9 bilhões de passageiros transportados) a 2019 (2,6 bilhões), período em que caiu 9,8% e a população da cidade aumentou 3,6%. Os dados são do pesquisador Daniel Santini, baseados em informações da prefeitura de São Paulo.
A situação de São Paulo pode influenciar outras regiões do Estado. Na capital o número de passageiros caiu 1 bilhão de viagens, eram 3 bilhões por ano, em 2013; em 2012, são 2 bilhões.
O sistema encolheu em um terço.
O estudo mostrou que não é só a Covid-19 (que causou a queda no número de viagens). Há uma linha de tendência, mesmo antes da Covid. De 2013 a 2019, São Paulo já tinha perdido cerca de 10% do número de passageiros, o que é muita coisa; e de 2013 até 2023, perdeu 30%”, ressalta o pesquisador, que também é autor do livro Passe Livre: as Possibilidades da Tarifa Zero contra a Distopia da Uberização, e coorganizador do livro Mobilidade Antirracista.
Nas cidades da região, as empresas buscam modernizar o sistema para atender os passageiros para não haver perda.
O encolhimento das viagens no transporte público da cidade de São Paulo é representativo do que está ocorrendo nas demais cidades do país. E
A forma de financiamento do sistema, baseada na cobrança de passagens nas catracas, cada vez mais caras, está se esgotando, e precisa ser repensada, segundo especialistas.