As autoridades de segurança do Estado de São Paulo estão em alerta para esse período do ano com a chegada de festas juninas.
A preocupação é com as ocorrências com balões. Esse prática cresce em todo o Estado de São Paulo.
Para combater a prática – que é crime ambiental – e conscientizar a população sobre os graves riscos de acidentes, a Secretaria da Segurança Pública implementa desde o começo de maio um cronograma de combate à soltura de balões.
As cidades da região também estão em alerta por meio das unidades do Corpo de Bombeiros.
Em todo o Estado, o trabalho preventivo reforça a Operação SP Sem Fogo durante o período de estiagem, que vai de 1º de junho até 30 de setembro.
O capitão do Corpo de Bombeiros Danilo Passaretti explica que o risco provocado por um balão é que nunca se sabe onde ele vai cair. “Ele pode cair em locais que podem iniciar pequenos focos de incêndio e se transformar em um incêndio incontrolável”, explicou, em entrevista ao portal do governo do Estado, nesta semana.
As festas juninas são uma tradicional festividade no Brasil, popularmente conhecida por seu ambiente alegre, brincadeiras e comidas típicas. Mas, por sua característica, com uso de fogueiras e às vezes até de fogos de artifício, é importante se atentar aos cuidados para uma festividade segura.
A utilização em festas juninas de materiais que podem causar princípio de incêndio e até mesmo um agravamento do incêndio, podem gerar acidentes e queimaduras graves. Esta atividade aumenta em 50% a incidência de pacientes com queimaduras nos hospitais de todo o Brasil.
Os baloeiros estão cada vez mais ousados na hora de confeccionar os artefatos. Em alguns balões de maior porte, há registros de uso de botijões de gás com fogareiros e até mesmo fogos de artifício. Mas, de maneira geral, os mais recorrentes são os balões fabricados com materiais leves e altamente inflamáveis.
Os grupos de baloeiros costumam se organizar por meio de comunidades em redes sociais e aplicativos de mensagens. A Polícia Militar Ambiental realiza um trabalho preventivo para desarticular esses grupos e apreender balões antes que sejam lançados. O combate visa impedir a fabricação, o armazenamento e o transporte dos balões, além de monitorar qualquer atividade suspeita relacionada ao risco provocado por artefatos. E denúncias feitas pela população às autoridades desempenham um papel fundamental nesse trabalho.
Além disso, a Polícia Militar Ambiental e o Corpo de Bombeiros promovem ações específicas de educação ambiental para crianças e jovens para que haja uma mudança de comportamento desde cedo. É importante conscientizar o público de que a soltura de balões é um crime que coloca em risco vidas humanas, animais e compromete a biodiversidade.
De acordo com levantamentos policiais, o número de balões prontos apreendidos em 2022 mais que dobrou em relação ao ano anterior, passando de 55 para 129.