A Mata Atlântica espalha-se por 17 estados brasileiros, é uma das áreas de maior diversidade de espécies no mundo e forneceu boa parte das riquezas e serviços que permitiram ao Brasil se desenvolver. Porém, por causa da ocupação desordenada do território, ao longo de séculos, só 8,5% da sua área ainda encontram-se cobertos por trechos significativos de floresta. Das espécies ameaçadas de extinção no País, 2/3 concentram-se nessa região.
As cidades do Alto Tietê também buscam a preservação da área verde para garantir, cada vez mais, a preservação das espécies.
Nesta semana, o governo federal abordou o assunto.
Segundo reportagem da Agência Brasil, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima lançou o primeiro edital de concessão para recuperação florestal e plantio de espécies nativas da Mata Atlântica. A pasta anunciou ainda a retomada da conversão de multas ambientais no País.
Em nota, o ministério informou que serão licitadas as florestas nacionais de Irati (imagem de destaque), no Paraná, e de Chapecó e Três Barras, em Santa Catarina, com o objetivo de recuperar o bioma na região. O projeto prevê investimentos de R$ 430 milhões na operação florestal e na cadeia da restauração ao longo dos 35 anos de contrato.
Parte dos recursos obtidos com a concessão será repassada para estados e municípios aplicarem em projetos que estimulem a economia local, enquanto os recursos arrecadados com a produção florestal serão destinados ao SFB, ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), aos governos do Paraná e de Santa Catarina e aos municípios de Chapecó, Três Barras, Fernandes Pinheiro e Teixeira Soares.