Uma prática sustentável e inteligente que permite a transformação do lixo orgânico em um poderoso fertilizante para o solo vem sendo desenvolvido em Suzano. Um meio importante de sustentabilidade.
O DS divulgou, esta semana, reportagem mostrando que a Prefeitura de Suzano estuda a possibilidade de implantar um projeto desenvolvido na capital paulista que transforma resíduos de feiras livres em adubo orgânico, evitando assim que esse material seja destinado aos aterros sanitários e reforçando as ações de sustentabilidade no município.
Para conferir como funciona o trabalho, o secretário municipal de Meio Ambiente, André Chiang, esteve na última quarta-feira (24/09) no pátio de compostagem localizado no bairro da Penha, zona leste São Paulo, com o secretário executivo de Limpeza Urbana da prefeitura paulistana, Osmário Ferreira da Silva.
Para que a iniciativa se torne viável, devem ser mobilizadas equipes de educação ambiental neste ciclo para orientar os feirantes na separação correta do material orgânico em sacos específicos, permitindo que os agentes de limpeza possam recolher o material separado no final das feiras. Por isso, a iniciativa está sendo concebida em parceria com a concessionária Renova Suzano.
Em dezembro de 2015, a cidade de São Paulo ganhou o projeto de compostagem, chamado “Feiras e Jardins Sustentáveis”. Trata-se de uma iniciativa da Prefeitura de São Paulo que consiste em oferecer tratamento ambientalmente correto para de resíduos orgânicos de feiras livres da capital.
São Paulo conta com pátios de compostagem.
Todas as unidades juntas possuem capacidade de recebimento de no máximo 15.600 ton (quinze mil e seiscentas toneladas) de frutas, de legumes e de verduras (o FLV) por ano e processamento de até 3.120 ton (três mil, cento e vinte toneladas) de composto orgânico, aproximadamente, no mesmo período.
Durante a visita de Suzano, foi explicado os detalhes do processo desenvolvido nos pátios de compostagem, que garante a mistura das sobras de frutas, verduras e legumes (FLV) com restos de poda e palha, resultando em produto que pode funcionar como um fertilizante natural que não emite nenhum tipo de odor.
Após este processo, o material é retirado e peneirado, para que possa ser utilizado em projetos ambientais aplicados em praças, parques e hortas comunitárias. Por meio deste mecanismo, a população ainda tem acesso a uma quantidade de adubo orgânico por pessoa, para que possa ser utilizado em suas residências.
Suzano tem buscado alternativas para reforçar ações sustentáveis no município, o que é algo muito positivo.