Nesta semana o decreto que oficializa o tombamento da Capela Nossa Senhora da Piedade, a igreja histórica do Baruel, situada no bairro de mesmo nome, no distrito de Palmeiras foi assinado.
Um ato solene foi organizado para consolidar o processo aprovado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac), no último dia 11 de setembro, ocorreu depois da missa celebrada em meio à 109ª edição da tradicional Festa do Baruel.
A presença das autoridades fez jus à relevância do momento para a cidade, que simboliza o reconhecimento da importância histórica, arquitetônica e cultural da Capela do Baruel e de seus elementos materiais e imateriais, como o altar barroco, o memorial do antigo cemitério, a capelinha de mão e as tradições marcantes da comunidade, incluindo a macarronada com frango que foi ofertada nesta oportunidade. O tombamento valoriza a estrutura e todo o seu entorno, que acolhe desde o século XVII a fé dos moradores. No coração do distrito de Palmeiras, o Baruel é um dos lugares mais tradicionais e queridos pelos suzanenses. A Igreja do Baruel está localizada no conjunto da Capela de Nossa Senhora da Piedade nas margens da rodovia Índio Tibiriçá (SP-31). Um espaço que carrega um século de história, fé e memória afetiva.
Com sua arquitetura simples e charmosa, a igreja é ponto de encontro para a comunidade, palco de celebrações religiosas e referência cultural na região. Quem passa por lá sente o clima acolhedor e a conexão com o passado que esse patrimônio representa.
Muito mais que um templo, a Igreja do Baruel é símbolo da identidade local. Um lugar que nos convida à reflexão, à espiritualidade e à valorização da nossa história. As pesquisas revelaram que a primeira igreja construída, ainda de taipa, foi resultado dos anseios da sociedade que vinha se formando a partir da mineração. Conforme indicação das evidências históricas do século XVII, teria sido encontrado ouro de aluvião nas proximidades do que hoje é o Baruel. Como consequência da concentração de mineradores, e diante da necessidade de um local para professar a fé dos habitantes, foi instalada a capela no entorno da comunidade.
Por tantas histórias e registros, o tombamento foi aprovado por unanimidade pelos integrantes do Compac e passou a constar na lista de patrimônios reconhecidos por esse mesmo processo, que inclui a Academia Terazaki, o Conjunto Histórico da Fazenda Sertão, em Palmeiras, o primeiro Paço Municipal, no centro, onde hoje funciona o prédio do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), e o Yakisoba de Suzano. Segundo a Prefeitura, a Cultura de Suzano tem abraçado os estudos que sempre buscaram valorizar os patrimônios da cidade. Suzano, cada vez mais, busca ser exemplo de como olhar pra frente sem esquecer do seu passado.